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Cresce expectativa sobre o projeto ‘iWatch’, da Apple

Notícias sobre relógio flexível com características de smartphone viraram o assunto mais quente do momento no Vale do Silício 

21 de março de 2013 | 21h 37
Chris O’Brien, do Los Angeles Times

Com as ações da Apple enfrentando uma crise de confiança e os questionamentos sobre a capacidade da empresa de inovar em sua era "pós-Steve Jobs", investidores e fãs da marca estão concentrando suas esperanças de renascimento da empresa em um produto que por enquanto não passa de rumor: o iWatch.

Citado por uma reportagem do New York Times na semana passada, o aparelho se tornou o assunto mais quente da fábrica de rumores do Vale do Silício. Pelo que se antecipa, o relógio permitiria que os usuários lessem e-mails, notificações do Facebook e identificassem chamadas apenas olhando para o display.

O relógio inteligente, conectado de forma sem fio ao iPhone, permitiria ainda que o usuário usasse o sistema de reconhecimento por voz Siri para controlar música, ditar mensagens ou receber direções de trânsito.

Se o usuário esquecer a carteira, não há problemas: o relógio poderia ser usado para fazer pagamentos por aproximação. Caso o proprietário saia para uma corrida, a energia do movimento seria suficiente para manter a bateria carregada, enquanto o aparelho acompanharia as batidas do coração e a distância percorrida.

"O iWatch transformaria todo o mercado de smartphones e também o segmento de relógios. E ambos mudariam para melhor", disse Marshal Cohen, analista-chefe do setor de pesquisa de produtos de consumo da NPD Group. O relógio da Apple faria tudo isso - isto é, se ele existir de verdade.

Isso porque, apesar de todas as especulações, ninguém sabe de verdade quais são as especificações que o produto teria ou quando a companhia lançaria a novidade. Porém, em se tratando da Apple, o relógio, real ou imaginário, enfrenta uma grande onda de expectativa. Para a Apple, há o risco de que o iWatch que falhe em encantar os consumidores.

Um movimento em falso poderia arranhar a imagem da empresa e pôr em xeque a habilidade da companhia de desenvolver inovações reais, agora que não tem mais a mente criativa do fundador Steve Jobs para guiá-la.

Veteranos do setor de relógios inteligentes consideram que a tecnologia atual limita de forma severa quais as funções que um iWatch poderá oferecer, sem contar a dificuldade de compor o mix ideal de serviços.

"O sucesso da categoria vai depender, em iguais medidas, de design e tecnologia", disse Bill Geiser, executivo-chefe da Meta Watch, que trabalha no setor de relógios inteligentes há mais de uma década. "Você tem um espaço bem pequeno para o aparelho e há dificuldades, como o fato de que o design de um relógio é determinado pela anatomia, e não pela vida da bateria", explicou.

Não há dúvidas de que a Apple se debruça seriamente sobre o tema "computação para vestir", e mais especificamente em algo para o pulso. Nas semanas recentes, vários artigos citaram fontes indicando que a novidade está a caminho. A agência Bloomberg disse que pelo menos 100 funcionários trabalham no projeto.

Patentes. Como de costume, a Apple se recusou a comentar seus planos para futuros produtos. Na última década, a companhia registrou muitas patentes para tecnologias relacionadas a relógios, sendo que pelo menos 79 delas usam o termo "pulso", afirmou a Bloomberg.

No fim de fevereiro, o Escritório Americano de Marcas e Patentes revelou uma inscrição da Apple para um computador em forma de bracelete flexível ao redor do pulso. Segundo o pedido, o aparelho poderia incluir um display multitoque que permitiria ao usuário "fazer várias tarefas, incluir o ajuste da ordem de uma lista de músicas ou visualizar uma lista de chamadas recentes. Um SMS pode ser respondido com uma configuração simples de um teclado virtual na tela do display flexível".

Com essas funções, o relógio inteligente da Apple poderia combinar alguns aspectos do telefone e ainda monitorar a saúde, a exemplo do que faz a Nike Fuel Band. E há muita gente convencida de que há uma grande oportunidade não só para a Apple, mas também para muitos de seus competidores.





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