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Ladrão será pego com as calças na mão

Sistema antifurto japonês só liga carro após leitura dos glúteos 

09 de maio de 2012 | 13h 18
Diego Ortiz, do Jornal do Carro

SÃO PAULO - Um grupo de pesquisadores do Instituto Avançado de Tecnologias Industriais, de Tóquio, desenvolveu um curioso sistema antifurto para automóveis. Os inventivos japoneses criaram um aparato com 360 sensores que conseguem identificar se o motorista está autorizado a guiar o veículo no momento em que ele se senta no banco.

O sistema faz a medição de maneira independente das várias áreas de contato das nádegas com o assento. Os dados coletados são enviados para um computador, que reúne as informações para criar um padrão.

Os 39 parâmetros, como o maior valor de pressão atingido, área de contato com o assento, e até a temperatura, formam um código-chave. Este fará a liberação do travamento para que o carro possa seguir em frente.

Pesquisador chefe do projeto, Shigeomi Koshimizu garante que o sistema foi capaz de reconhecer motoristas com 98% de precisão durante os testes. Professor associado de engenharia mecânica do AIIT, ele foi responsável pela elaboração da "folha" ultrassensível que lê os contornos traseiros de quem se posiciona no banco do carro. "O melhor é que nenhum esforço adicional é necessário. Basta sentar."

Quando começou o projeto, o engenheiro japonês pretendia desenvolver um dispositivo que permitisse analisar o pé do motorista, usando esses mesmos métodos. Em 2009, quando iniciou os cálculos, a intenção era criar tapetes sensores não só para carros, mas para casas e escritórios, entre outros. Porém, a diversidade de calçados disponíveis tornou o projeto pouco preciso.

O tipo de calças usadas pelos motoristas também varia, mas como elas vestem mais o corpo, os resultados foram animadores. Como qualquer bom engenheiro, Koshimizu diz que o nível de precisão de 98% ainda é baixo. "Imagine não ser capaz de usar seu carro porque ele confunde você em 2% do tempo?"

O desafio é melhorar a durabilidade do sensor, que deve beirar a do estofamento, para que não seja preciso ficar descosturando o banco para trocar a "folha". Quando isso for resolvido, a equipe passará a negociar com montadoras o custo do sistema, que atualmente beira os R$ 900.





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