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15 de Abril de 2010

 

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Barbassa admite que resultado da Petrobrás veio abaixo do esperado

Além do efeito câmbio, diretor destaca que o número de poços secos contabilizados no quarto trimestre de 2011 foi maior do que a média

10 de fevereiro de 2012 | 11h 11
Mariana Durão e Mônica Ciarelli, da Agência Estado

RIO - O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, reconheceu há pouco, em entrevista à imprensa, que o resultado da estatal veio abaixo do esperado no último trimestre de 2011, quando registrou um lucro de R$ 5,049 bilhões, queda de 52,38% em relação ao mesmo período de 2010 e 20,3% inferior ao apurado no trimestre anterior.

Além do efeito câmbio, Barbassa destaca que o número de poços secos contabilizados no quarto trimestre de 2011 foi maior do que a média. Os chamados poços secos são quando a empresa fura e não encontra petróleo.

Outro ponto que pesou no balanço da estatal no quarto trimestre, segundo Barbassa, foi a mudança na forma de contabilização de subsidiárias com controle compartilhado. Pelas novas regras, essas subsidiárias passam a entrar no balanço apenas como equivalência patrimonial, o que afetou diretamente as vendas e o lucro bruto da estatal.

Defasagem

Barbassa afirmou que a defasagem entre o preço da cotação do petróleo pesado em relação ao barril tipo brent pesou nos resultados da estatal em 2011.

A diferença, segundo ele, vai de US$ 6 a US$ 10. Barbassa destacou que essa diferença pesa não só no preço do petróleo em si, mas no pagamento de royalties e participações especiais,  calculadas com base no preço internacional do barril convertido ao câmbio vigente. "Esse efeito é muito forte no nosso resultado, particularmente no custo de produto vendido", disse ele.

Para o diretor, a inauguração das novas refinarias em construção ajudará a empresa a reduzir esse impacto, ao permitir a produção de derivados de maior valor agregado.


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