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Vigor não tem plano definido de captação no mercado

22 de junho de 2012 | 12h 11
SUZANA INHESTA - Agencia Estado

SÃO PAULO - O presidente da empresa de lácteos do Grupo JBS, a Vigor, Gilberto Xandó, disse que na primeira reunião do conselho de administração da companhia, sem revelar a data, serão definidas as metas de alavancagem. "A Vigor está nascendo com endividamento líquido praticamente zero, então temos muita oportunidade com bancos e mercado de capitais", declarou o executivo após a cerimônia de abertura do início das negociações das ações da Vigor na BM&FBovespa nesta sexta-feira.

Segundo ele, no momento a Vigor não tem plano definido de captação de recursos no mercado. "Acreditamos que o mercado de capitais (via negócios das ações) pode nos financiar por um tempo. Mas estamos em uma situação confortável para nos alavancar", declarou.

Questionado sobre a previsão de atingir o faturamento de R$ 5 bilhões nos próximos cinco anos, citado na coletiva de imprensa de final do ano do Grupo JBS, em dezembro, Xandó reafirmou o valor, mas não cravou o prazo. "A gente acredita, sim, em um faturamento de R$ 5 bilhões, R$ 6 bilhões. Mas se será atingido em cinco, quatro ou oito anos, dependerá muito também das condições do mercado de lácteos. O que posso dizer é que estamos bem posicionados no País, vendemos para cerca de 20 mil clientes por mês", disse. Em 2011, o faturamento da Vigor ficou ao redor de R$ 1,3 bilhão.

Para o presidente da Vigor, há dois grandes segmentos no mercado de lácteos: queijos e derivados e iogurtes. No de queijos, conforme o executivo, a Vigor é líder nacional em requeijões. Somente em São Paulo, a participação da empresa nessa categoria chega a 30%. "Queremos crescer mais do que o dobro em queijos também", ressaltou. Já em iogurtes, Xandó aposta no portfólio abrangente da companhia, que tem público-alvo pessoas de todas as classes sociais. "Juntando queijos e iogurtes, nossa participação é de 8% no País", informou.

Sobre o início das negociações das ações da Vigor na BM&FBOvespa, Xandó declarou que "esse momento é marcante para a Vigor. Estamos ganhando independência para crescermos de forma mais robusta. A empresa tem mais de 90 anos e a reabertura de capital nos preparará para mais 90 anos de sucesso."




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