Startups crescem em meio à crise e inteligência artificial será área promissora neste ano

São Paulo, SP--( DINO - 02 mar, 2017) - Muito embora saibamos que a burocracia do Brasil, com suas certificações, transações e processos de licenciamento de diretos, taxas de juros altas para os possíveis investidores, além de um código tributário antiquado, seja fator de impedimento para uma empresa ser aberta, as startups nacionais estão aí surgindo para provar que somos inovadores mesmo.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

02 Março 2017 | 16h28

De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o ecossistema deste tipo de empresa brasileira está cada vez mais superando expectativas, apesar da crise.

Um dos exemplos citados pela Associação é a área de tecnologias inteligentes cujo crescimento se tornou mais expressivo em 2016. Pois é, foi no ano passado em meio a tanta mudança política e crise na economia, a tecnologia avançou e chegou até as pequenas empresas. Segundo os dados da ABStartups haverá também um movimento maior na área acadêmica deste setor e profissionais qualificados para atuar com Inteligência Artificial.

Valerá a pena esperar para assistir segmentos como cibersegurança, big data e internet das coisas servirem de inspiração para as startups nacionais.

E nesta nova onda do mercado, o setor imobiliário e o de internet ganharam um belo exemplo de inovação.

O ponto de partida é um administrador que morou nos EUA por 11 anos, viu de perto a bolha imobiliária em 2008, como também o lançamento de portais para este setor: nomes como o Zilow, com market cap de 6.5 bilhões de dólares e depois o REA na Austrália, com 7 bilhões de dólares. Ao seu lado, a visão ampla de um engenheiro com a experiência em empresas de portes variados, com a capacidade de observar e atender públicos bem diversos. Pois é, a combinação caiu como uma luva.

Após um investimento inicial de 350 mil reais de um angel investor e também de pessoas próximas, o engenheiro Luiz Eduardo Perna e o tal administrador acima, Ronnie Sang, lançaram em 2016 o portal Loopimóveis.com.

A aposta dos brasileiros foi ousada, mas também baseada no segmento online de países como Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, onde os líderes de mercado possuem market cap acima de 20 bilhões de dólares.

O Loopimóveis.com iniciou suas operações em fevereiro de 2016 e já no 2o trimestre atingiu R$ 12.5 mil de faturamento. Na sequência esse portal vertical expandiu suas atividades para além da cidade de origem, Mogi das Cruzes, seguindo para mais 4 pontos: Suzano, Arujá, São José dos Campos, Jacareí, Aparecida e outras deste entorno.

No final do ano passado, o portal estava em São Paulo, com escritório instalado na Vila Olímpia e ao lado dos seus grandes clientes.

O 4º trimestre de 2016 foi a fase do break even, com um volume de negócios em torno dos 200 mil reais.

"Hoje estamos entregando em média o dobro de conversão que os grandes portais verticais. A média do mercado é de 1% de conversão, nós estamos com uma média de 2%. Outras conversões chegaram a 4%", detalham os jovens sócios do Loopimovéis.com.

O Loopimóveis.com pretende rentabilizar junto às incorporadoras agora, com uma triagem assertiva dos leads e rapidez, além do investimento em inteligência artificial. Se 2016 foi o ano das fintechs, as startups com aplicativos voltados para finanças, tudo indica que 2017 terá muito de IA e criatividade de novas empresas brasileiras voltadas para soluções relevantes para uma demanda cada vez maior de consumidores e grandes players do mercado.

Website: http://www.loopimoveis.com

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