Rafael Neddermeyeri/Fotos públicas
Rafael Neddermeyeri/Fotos públicas

Fundos de ações e multimercado representaram 84% da captação no 1º tri

Segundo dados da Anbima, a captação da indústria de fundos no período foi de R$ 49,9 bi, menos do que a metade, no entanto, do observado no mesmo intervalo do ano anterior

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

05 Abril 2018 | 13h17

Os fundos de ações e multimercados representaram 84% da captação da indústria no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), divulgado nesta quinta-feira. No período a captação foi de R$ 49,9 bilhões, menos do que a metade, no entanto, do visto no mesmo intervalo do ano anterior, quando era de R$ 109,9 bilhões.

Apesar da queda, a Anbima destaca que essa foi a segunda maior captação dos últimos quatro anos. No entanto, fora a elevada captação de 2017 e o volume líquido de entrada de R$ 37,9 bilhões no primeiro trimestre, em 2014 a captação foi de apenas R$ 1 bilhão e em 2015 de R$ 1,1 bilhão.

"A expectativa do mercado é que com o nível a ser atingido pela taxa básica de juros e sua permanência em patamares baixos por um período razoavelmente prolongado de tempo deveremos continuar tendo um resultado positivo de captação em ações e multimercados", destacou, em teleconferência, o vice-presidente da Anbima, Carlos André. Segundo ele, investidores já começam a fazer migração dos fundos diante do atual cenário.

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De janeiro a março, os fundos multimercados foram os que mais captaram, com uma entrada líquida de R$ 33,3 bilhões. Os fundos de ações registraram captação de R$ 8,8 bilhões e previdência de R$ 3,7 bilhões. A queda das taxas de juros no Brasil, agora na mínima histórica de 6,5%, fez cair a captação dos fundos de renda fixa a R$ 5,8 bilhões, sendo que em igual período de 2017 foi de R$ 73,3 bilhões.

André frisa que esse primeiro trimestre do ano mostra tendência positiva para a captação dos fundos de ação, que no período superou o de renda fixa. "Acredito que essa foi a primeira vez que isso ocorreu", disse.

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Cenário externo. O executivo da Anbima disse que o risco externo aumentou nas últimas semanas, mas que o ambiente ainda é considerado benigno. Segundo ele, há sincronismo de crescimento da economia de importantes países. Somado a isso, a percepção é de que a elevação dos juros nos Estados Unidos não deve ocorrer de forma diferente daquela esperada pelo mercado.

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