Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Selic a 6,75% reduz o retorno da caderneta de poupança

Rentabilidade da caderneta cai de 4,90% para 4,73% ao ano; Tesouro Selic paga 5,06% e CDB de banco médio fica em 5,31%

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2018 | 19h53

Com a nova queda da taxa básica de juros nesta quarta-feira, 7, a 11ª consecutiva promovida pelo Banco Central (BC), a caderneta de poupança vai reduzir seu rendimento em quase 0,17 ponto porcentual ao ano, saindo dos até então 4,90% ao ano (ou 0,40% ao mês) para, agora, 4,73% (0,3855% ao mês).

Essa é uma das funções práticas da taxa básica Selic na economia. Ela funciona, por um lado, como instrumento da política monetária, calibrando a inflação e, na outra ponta, como componente matemática para investimentos financeiros.

Nesse sentido, da carteira de opções de renda fixa, com baixo risco para o investidor, tem resultados muito parelhos neste momento, segundo um levamento realizado pela professora de finanças Betty Grobman, que também é sócia da consultoria de investimentos BSG Duoprata. 

++ Manutenção do nível da Selic depende da reforma da Previdência

Quem tem ligeira vantagem é a Letra de Câmbio. Para tanto, a especialista empregou um produto que oferece como retorno 118% do CDI (Certificado de Depósitos Interbancários), com um retorno líquido de 6,27% ao ano.

A Letra de Câmbio praticamente empata com a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) comercializada por bancos de pequeno porte, que hoje gira em 94%. O investimento oferece retorno líquido de 6,25% ao ano.

O Tesouro Selic e os CDBs de bancos de médio porte aproximam-se mais da poupança, oferecendo ao investidor taxas líquidas de 5,06% e 5,31%, respectivamente.

  

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.