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Empréstimo imobiliário recua quase 60% no primeiro bimestre

- Atualizado: 25 Março 2016 | 18h 36

Operações movimentaram R$ 6,5 bilhões nos dois primeiros meses do ano, ante os R$ 15,6 bilhões registrados pela Abecip no mesmo período de 2015

Nos dois primeiros meses do ano, foram financiados 28,2 mil imóveis
Nos dois primeiros meses do ano, foram financiados 28,2 mil imóveis

SÃO PAULO - O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança registrou queda de 2,7% em fevereiro ante janeiro, totalizando R$ 3,2 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Na comparação com fevereiro do ano passado, a cifra registrada no mês passado foi 50,3% menor.  

Apesar de o ritmo de queda ter desacelerado - em janeiro, houve retração de 30% ante dezembro -, o recuo nos dois primeiros meses de 2016 foi de 58,3% ante igual período do ano passado. No primeiro bimestre, foram financiados 28,2 mil imóveis, movimentando R$ 6,5 bilhões, ante os 72,6 mil registrados no mesmo intervalo de 2015, financiamentos que somaram R$ 15,6 bilhões.

No mês passado, foram financiados 14,7 mil imóveis nas modalidades de aquisição e construção. "Esse resultado se mostra positivo em relação a janeiro, com expansão mensal de quase 9%. Entretanto, em termos anuais, houve queda de 49,2%", avalia a Abecip, em nota à imprensa.

De acordo com a entidade, no acumulado dos 12 meses encerrados em fevereiro último, foram destinados R$ 66,5 bilhões à aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), queda de 40,3% em relação ao apurado no mesmo período do ano anterior.

A Abecip destaca, em nota, que os saques nas cadernetas de poupança continuaram superando os depósitos em fevereiro e a captação líquida foi negativa em mais de R$ 6,7 bilhões. "Sazonalmente, fevereiro registra alguma recuperação em relação a janeiro - período caracterizado por saques mais expressivos, devido à maior concentração de despesas pessoais. Mas neste ano a recuperação se limitou à redução do ritmo das saídas de recursos da poupança", justifica a entidade.

Conforme a associação, a captação líquida negativa de fevereiro pode ser explicada pelo menor número de dias úteis, afetando a captação de depósitos e ainda o fato de que nos feriados de Carnaval as pessoas tendem a ter mais gastos com viagens e eventos em geral. Destaca ainda que soma-se a esses fatores uma "conjuntura econômica instável", marcada elevação no desemprego, o que leva, segundo a entidade, várias pessoas a sacarem recursos para quitar dívidas. 

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