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Empréstimo imobiliário recua quase 60% no primeiro bimestre

Operações movimentaram R$ 6,5 bilhões nos dois primeiros meses do ano, ante os R$ 15,6 bilhões registrados pela Abecip no mesmo período de 2015

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Aline Bronzati,
O Estado de S. Paulo

25 Março 2016 | 14h58

SÃO PAULO - O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança registrou queda de 2,7% em fevereiro ante janeiro, totalizando R$ 3,2 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Na comparação com fevereiro do ano passado, a cifra registrada no mês passado foi 50,3% menor.  

Apesar de o ritmo de queda ter desacelerado - em janeiro, houve retração de 30% ante dezembro -, o recuo nos dois primeiros meses de 2016 foi de 58,3% ante igual período do ano passado. No primeiro bimestre, foram financiados 28,2 mil imóveis, movimentando R$ 6,5 bilhões, ante os 72,6 mil registrados no mesmo intervalo de 2015, financiamentos que somaram R$ 15,6 bilhões.

No mês passado, foram financiados 14,7 mil imóveis nas modalidades de aquisição e construção. "Esse resultado se mostra positivo em relação a janeiro, com expansão mensal de quase 9%. Entretanto, em termos anuais, houve queda de 49,2%", avalia a Abecip, em nota à imprensa.

De acordo com a entidade, no acumulado dos 12 meses encerrados em fevereiro último, foram destinados R$ 66,5 bilhões à aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), queda de 40,3% em relação ao apurado no mesmo período do ano anterior.

A Abecip destaca, em nota, que os saques nas cadernetas de poupança continuaram superando os depósitos em fevereiro e a captação líquida foi negativa em mais de R$ 6,7 bilhões. "Sazonalmente, fevereiro registra alguma recuperação em relação a janeiro - período caracterizado por saques mais expressivos, devido à maior concentração de despesas pessoais. Mas neste ano a recuperação se limitou à redução do ritmo das saídas de recursos da poupança", justifica a entidade.

Conforme a associação, a captação líquida negativa de fevereiro pode ser explicada pelo menor número de dias úteis, afetando a captação de depósitos e ainda o fato de que nos feriados de Carnaval as pessoas tendem a ter mais gastos com viagens e eventos em geral. Destaca ainda que soma-se a esses fatores uma "conjuntura econômica instável", marcada elevação no desemprego, o que leva, segundo a entidade, várias pessoas a sacarem recursos para quitar dívidas. 

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