Usados entram no radar e são alvo de evento

Rede de imobiliárias faz feirão em que foram oferecidas reduções de até 20% no valor emrelação à avaliação

O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2015 | 05h35

A onda de descontos na compra de imóveis não atinge apenas as novas unidades ou aquelas ainda em construção. A rede de franquias imobiliárias RE/Max Brasil realizou, no último fim de semana, um feirão para promover a venda de apartamentos usados. Com pelo menos 20% de desconto em relação à avaliação de mercado.

Batizado de São Paulo Home Show, o evento teve o objetivo de divulgar entre o público os descontos que podem ser encontrados entre os usados e ainda ofereceu aos possíveis clientes atendimento especializado na comercialização imobiliária, como uma parceria com o na área de crédito imobiliário, para aprovar cartas de crédito ain da no local .

De acordo com o coordenador geral do evento, Hermínio Bonoldi, foram oferecidos imóveis com valor geral de vendas (VGV) de R$ 200 milhões. Ele argumenta que o momento é adequado para quem busca imóveis a bons preços, entre os usados Bonoldi admite que as dificuldades da crise econômica afetam os dois segmentos, de novos e prontos, mas afirma que as unidades usadas podem ser encontradas com preços melhores. / J.C.M

“Durante a fase em que o mercado estava bem, o aumento do metro quadrado foi maior entre os imóveis novos do que entre os usados”, avalia o coordenador. Segundo Bonoldi, um lançamento hoje no Itaim Bibi, na zona sul da Capital, por exemplo, tem preço de metro quadrado entre R$ 21 mil e R$ 22 mil.

Vantagem.“No mercado de usados, no entanto, esse preço cai para quase a metade, entre R$ 12 mil e R$ 13 mil, no caso de um prédio com 10 a 15 anos”, afirma Bonoldi.

Ele garante que é uma boa oportunidade, até porque nesse período não houve tanta mudança no padrão do imóvel. “A varanda gourmet, que hoje todo mundo procura, já existia há 10 anos”, afirma.

Ele diz que o cenário é favorável para quem procura um imóvel usado, com possibilidade de encontrá-lo sem os aumentos que atingiram as unidades novas e de lançamentos recentes.

Bonoldi entende também que o momento exige ajustes de todo o mercado imobiliário à nova realidade de crise econômica, aumento de desemprego e restrições ao crédito do setor.

“Estamos com um segundo semestre mais ameno em relação ao que foi o primeiro e, pelo andar da carruagem, o início de 2016 será semelhante. O País vai arrastar as dificuldades, mas o mercado vai se acertando aos poucos”, prevê.

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