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Comércio eletrônico de moda cresce no Brasil

Em quatro anos, setor avança 20 posições em ranking dos mais vendidos pela internet

28 de novembro de 2011 | 15h 12
Cris Olivette, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO -

Produtor prepara modelo para sessão de fotos que irão ilustrar catálogo do site - Divulgação
Divulgação
Produtor prepara modelo para sessão de fotos que irão ilustrar catálogo do site

Segundo a Empresa de Inteligência e Comércio Eletrônico (Ebit), o Brasil tem 80 milhões de internautas, dos quais 27 milhões são consumidores eletrônicos. Nesse cenário, era uma questão de tempo até que o mercado de moda ganhasse destaque. Pesquisa da própria Ebit indica que o segmento, que ocupava a 26ª colocação no ranking de produtos mais vendidos no e-commerce há quatro anos, saltou para o 6º lugar em 2011.

Muitas marcas estão investindo na criação de sites e o primeiro passo para concretizar essa iniciativa é construir uma plataforma de loja virtual. Alexandre Soncini, diretor da Vtex, empresa especializada em desenvolver esse produto, afirma que muitos empresários pensam que esse tipo de negócio é simples, rápido e barato. "Investem R$ 400 mil na loja física, mas não querem aplicar R$ 50 mil na loja virtual."

Soncini diz que a Vetex oferece planos a partir de R$ 25 mil, voltados a pequenos empreendimentos. "Na minha visão, o comércio de moda no Brasil é embrionário, porque grandes marcas ainda não operam no comércio eletrônico."
Uma novidade que deve chegar em breve ao País, segundo ele, é a realidade aumentada. Por esse processo, a imagem do cliente é projetada na roupa selecionada, ou seja, ele ‘experimenta’ a peça virtualmente.

Em março deste ano, a marca carioca de moda feminina Farm lançou seu espaço na internet. A etiqueta já mantinha, havia dois anos, um canal de relacionamento com os clientes via blog, o que ajudou na divulgação do site. "No primeiro mês vendemos mais do que as 37 lojas físicas", revela o proprietário Marcelo Bastos. Hoje, após oito meses, arrecada R$ 1 milhão por mês comercializando cerca de 12 mil peças entre 6,4 mil clientes.

"É um segmento com potencial gigantesco. Quem ainda não aderiu, vai ser obrigado a criar um site no menor prazo possível, pois o crescimento é avassalador e deve modificar o fluxo de vendas dos shoppings", afirma Marcelo Bastos.

Para o proprietário da agência digital CookieWeb, Marcel Werdesheim, uma loja online é como um ponto de comércio numa rua sem saída, onde não existe fluxo algum. "Para atrair essa corrente de pessoas qualificadas é preciso criar uma estratégia de mídia digital", diz. Werdesheim afirma que o desafio é fazer com que a marca converse com o cliente e, para ele, o Facebook é o ambiente ideal a esse propósito.

Outra opção de transação virtual é feita pelo portal SuperExclusivo, que trabalha com mil fornecedores durante o ano, expondo, num período de cinco a dez dias, 85 lojas por mês, numa espécie de rodízio. "Temos 2,5 milhões de associados em todo o Brasil e a maior dificuldade é a falta de padronização do tamanho das peças", diz o proprietário, Antonio Pulchinelli. O site tem consultoras de moda que auxiliam as compras das clientes via e-mail ou telefone.

Já o e-Closet é especializado em moda de luxo. Reúne 60 marcas para adultos e 60 para o público infantil. O proprietário, José Paulo Motta, diz que a empresa pretende expandir as vendas para a Argentina e Chile, seguindo a tendência das grandes empresas virtuais que entregam seus produtos no mundo todo.

A grife de bolsas Donna Onça lançou-se na web há três meses e divulga que suas vendas crescerem 20% neste curto período. O gerente de e-commerce, Gilberto Nascimento, atribui a boa aceitação à facilidade e à comodidade que esse tipo de comércio oferece. "Nossa expectativa é fechar o ano com um aumento no faturamento de 30% , graças ao comércio eletrônico."





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