Inadimplência do consumidor recua 6,3% em janeiro
Queda foi a maior registrada num mês de janeiro desde 1999, ano em que teve início o indicador
O recuo da inadimplência em janeiro se deve à queda de 16,2% na devolução de cheques por insuficiência de fundos, emitidos por pessoas físicas, no mês passado. O recuo contribui com 2,8 pontos porcentuais na queda de 6,3%. As dívidas não honradas junto aos bancos também tiveram peso forte. Elas caíram 5,1% no mês passado, contribuindo com 2,4 pontos percentuais na queda do indicador.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a maior confiança dos agentes econômicos colaborou para a renegociação de dívidas. Para eles, a expectativa para os próximos meses é de que a inadimplência continue recuando, seguindo o crescimento da economia. Vale lembrar que neste primeiro mês do ano as compras de Natal ainda não repercutiram na inadimplência.
Na comparação anual, entre janeiro deste ano e janeiro de 2009, a queda da inadimplência foi de 8,1%, o maior percentual entre os meses de janeiro, desde a criação do indicador. De acordo com os economistas, este cenário é justificável, considerando que no primeiro mês de 2009 o país passava pelo período mais crítico da crise financeira internacional, que incrementou a inadimplência tornando-se uma base elevada para comparação. Já em janeiro de 2010, a conjuntura econômica é oposta, com crescimento, geração de empregos e evolução da renda.
Em doze meses, o valor médio das dívidas com os bancos apresentou queda de 1,5%, ficando em R$ 1.395,96. As dívidas com cartões de crédito e financeiras também caíram, 8%, para R$ 370,55. Já os títulos protestados e os cheques sem fundos registraram crescimento de 2,2% (para R$ 1.032,63) e 41,3% (para R$ 1.164,53), respectivamente, no valor médio das dívidas.
Tipos de dívida
As dívidas com os bancos representam a maior parcela da inadimplência do consumidor. Em janeiro, a modalidade representou 47,7%, no indicador. Em 2009 este percentual era de 43,6%.
Em seguida estão as dívidas com cartões de crédito e financeiras, representando 33,2% em janeiro deste ano. No mesmo mês de 2009, a participação da mesma modalidade era de 36,8%. Em terceiro lugar, aparecem os cheques sem fundos, com 17% de representatividade em janeiro deste ano. No mesmo mês do ano anterior, a participação no indicador era de 17,7%.
A menor parcela é representada pelos títulos protestados que registraram 2,1%, em janeiro deste ano contra 1,9% em janeiro do ano passado.
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