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15 de Abril de 2010

 

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Sala de ações é ponto de encontro entre investidores

Espalhadas por diversas cidades, nas salas investidores podem comprar e vender ações de dentro das agências bancárias e corretoras

12 de março de 2010 | 14h 20
Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios

Pelo menos uma vez por semana o empresário Carlos Alberto da Costa desvia o caminho para o trabalho para passar antes em seu banco. Logo na abertura da agência, entre as 10 horas e as 10h30, Carlos vai ao local não para resolver questões burocráticas, mas para se informar sobre o mercado financeiro e fazer negócios nas chamadas salas de ações.

Espalhadas por diversas cidades, principalmente nas capitais, as salas de ações são espaços onde investidores podem comprar e vender ações nas dependências das agências bancárias ou corretoras. O objetivo é trazer o investidor pessoa física comum para o mercado, deixá-lo mais próximo dos analistas, fazendo com que ele ganhe mais confiança para no futuro operar sozinho.

"É um caminho natural para entrar no mercado. É a porta de entrada", comenta o superintendente da corretora Santander, Orlando Zainaghi Junior. Atualmente, a instituição possui 90 salas e mais seis herdadas do antigo Banco Real. A intenção é abrir mais 20 em 2010, principalmente fora do eixo Rio-São Paulo, que concentra hoje praticamente metade das salas (Veja infográfico com a divisão de investidores da Bovespa por Estado).

Outro banco que está de olho neste mercado é o Bradesco. "Temos 21 salas e queremos abrir mais 18 em 2010", projeta o superintendente-executivo da Bradesco Corretora, Wlademir Mendonça. Ele conta que a primeira sala foi aberta em 2005.

O interesse das corretoras em expandir o número de espaços dedicados aos investidores tem um motivo: a importância das salas nos negócios. "Hoje, 70% dos negócios de pessoas físicas são feitos pelas salas", contabiliza Zainaghi Junior, do Santander. No Bradesco, 5.200 clientes já fizeram movimentações na carteira das salas. "É um segmento que está dando um resultado muito bom em termos de volume e receita para a corretora", diz Mendonça.

Ponto de encontro

O perfil dos freqüentadores é bem variado, dizem especialistas. Há desde os profissionais que aproveitam o horário de almoço para checar a carteira até pessoas com mais tempo, como aposentados e trabalhadores autônomos. Em geral, as salas ficam abertas durante o horário de pregão, que atualmente se estende das 11 horas às 18 horas. Os horários de pico são a abertura, o almoço e o final do pregão.

A vantagem de operar de uma sala de ações é a proximidade do investidor com profissionais da corretora. Em geral, as instituições disponibilizam dois funcionários para tirar dúvidas dos clientes e sugerir trocas na carteira. Eles estão em constante contato com a equipe de análise da corretora, para assim passarem aos investidores as perspectivas para as ações.

O investidor pode optar por passar as ordens pelo home broker, por meio de um dos computadores que ficam disponíveis na sala, ou pelos profissionais. "Eles são certificados para passar ordens de lá mesmo das salas", diz o superintendente do Santander. Mas, só de ir até a sala e conversar com um funcionário, investidores já se sentem confortáveis para fazer as operações sozinhos. Em geral, o custo segue a tabela Bovespa, que define um porcentual de taxa de corretagem para várias faixas de valor negociadas.

Para aqueles que não possuem tempo de ir até uma sala, há ainda duas opções: ligar no local para passar a ordem, após claro ter feito pelo menos uma visita ao local para conhecer os operadores, ou, em algumas instituições, chamar um profissional ao seu escritório. "A partir desse ano colocamos uma terceira pessoa na sala só para ir ao escritório dos clientes que solicitam", diz Mendonça, do Bradesco.

A sala também é importante para a corretora para fidelizar os clientes, já que muitos gostam de ter o serviço personalizado. Há ainda os clientes que nem investem e que, ao visitar uma agência, por curiosidade conhecem também o espaço dedicado aos investimentos.


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