Bovespa ganha ETF de utilidade pública, o 13º do mercado
BlackRock começa a negociar hoje iShare que replica índice de utilidade pública; fundo deve ter ações boas pagadoras de dividendos
SÃO PAULO - Começa a ser negociado hoje na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) o 13º fundo de índice do mercado brasileiro. O novo ETF ou iShare, que pode ser adquirido pelo home broker, como uma ação comum, irá replicar o Índice de Utilidade Pública. O fundo deve conter ações dos setores de energia elétrica, água e saneamento e gás.
"Quando você adquire um ETF, compra um portfólio já diversificado em um número interessante de ações. Ele permite que faça uma diversificação com um volume relativamente pequeno de recursos, com até menos de R$ 1 mil", diz o diretor para mercado de capitais da BlackRock, Ricardo Cavalheiro.
O novo fundo chega ao mercado com taxa de administração de 0,69% e terá a gestão da BlackRock. Por conter muitas ações de setores estáveis, o índice possui alto retorno com dividendos (dividend yield). Segundo a gestora, o dividend yield até o dia 11 de maio é de 6,41%.
Entre as vantagens, Cavalheiro cita a transparência e a flexibilidade de negociação. "Todo dia o investidor vê no site a carteira de ações do índice. Além disso, quando compra ou vende a cota vê o preço no momento. Não ocorre como em fundos de ações comuns em que a compra ocorre no dia seguinte (D+1)", explica.
O ETF de utilidade pública terá como objetivo replicar integralmente a carteira do índice de referencia da bolsa. "A legislação brasileira prevê fundos com a mesma carteira do índice, o que facilita o entendimento do produto porque o investidor sabe exatamente o que está comprando", diz.
A desvantagem inerente ao mercado é a liquidez. Segundo o diretor, foi perceptível primeiramente um aumento do interesse em índices grandes, como o iShare do Ibovespa que já movimenta R$ 100 milhões por dia. Agora, o interesse está se direcionando para índices diferenciados. Para amenizar esse risco, foi contratado um formador de mercado para o ETF de utilidade pública, que se comprometeu a colocar ofertas de compra e venda do papel diariamente. "A ideia é que o formador sempre esteja presente na tela quando o investidor quiser comprar ou vender a cota e para dar uma referência de preço de negociação", explica.
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