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No Brasil, nada muda para cliente da American Airlines de imediato

Companhia aérea opera normalmente no País, segundo o Procon

29 de novembro de 2011 | 19h 03
Hugo Passarelli, do Economia & Negócios

SÃO PAULO - O pedido de concordata da companhia aérea norte-americana American Airlines não deve afetar, pelo menos por enquanto, o consumidor brasileiro. Segundo Selma do Amaral, diretora de atendimento do Procon, as informações iniciais são de que a companhia aérea opera normalmente no País. "E mesmo lá fora, as notícias ainda são muito frescas. Não é possível estimar um efeito imediato", afirma.

Segundo Selma, a empresa foi notificada para prestar esclarecimentos sobre a situação da operação brasileira após o pedido de reestruturação, mas ainda não se pronunciou. A American Airlines reitera, por meio de assessoria, que a concordata não afeta as operações fora dos Estados Unidos, como já explicava o comunicado oficial da empresa.

O advogado Gustavo Magalhães Vieira, especialista em direito empresarial, ressalta que só é possível estimar um eventual comprometimento da operação brasileira após o detalhamento do processo de recuperação. Por lei, ele diz, as passagens já reservadas e o programas de milhagem estão assegurados.

Milhagens

Em comunicado enviado aos clientes, a  American Airlines informou que os benefícios dos associados do programa de milhas da empresa, o 'AAdvange', estão assegurados, assim como estão sendo honrados todos os bilhetes e reservas feitas até então.

No Brasil, a companhia opera 70 voos semanais, número que será ampliado para 85 frequências a partir de 15 de dezembro, devido ao aumento da procura por voos na alta temporada. De janeiro a outubro desse ano, foram pouco mais de 540 mil passageiros brasileiros transportados. A empresa tem partidas saindo de seis cidades brasileiras - São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Recife.


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