José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Sabesp vai reajustar conta de água em 7,9% no próximo mês

Agência reguladora deu aval para aumento de tarifa; mudança passará a vigorar em 30 dias após a publicação do 'Diário Oficial'

Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2017 | 13h11
Atualizado 09 Outubro 2017 | 22h59

SÃO PAULO - A conta de água vai ficar mais cara em São Paulo a partir de novembro. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), responsável pelo abastecimento de 367 municípios paulistas, teve autorização para reajustar a tarifa em 7,9%. 

Com o aumento, o valor da conta de água e esgoto para clientes residenciais da Grande São Paulo que consomem até 10 mil litros por mês (54% do total) vai subir de R$ 44,76 para R$ 48,29. As novas tarifas serão publicadas nesta terça-feira, 10, no Diário Oficial e entrarão em vigor em 30 dias. A inflação estimada para o período é de 4%. A Sabesp pleiteava um reajuste de 10,4%.

O aumento é resultado da revisão tarifária feita pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado (Arsesp) a cada quatro anos e que leva em conta o desempenho operacional da Sabesp, como os custos com fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto, projeção de aumento da demanda e os investimentos planejados para o próximo quadriênio. 

A última revisão tarifária deveria ter ocorrido em 2013, mas atrasou e só foi concluída em abril de 2014, em meio à pior crise hídrica paulista. À época, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) congelou o reajuste de 5,4% e só liberou em dezembro daquele ano, após as eleições. Com a correção, o aumento aplicado foi de 6,5%.

Desde então, a conta de água da Sabesp já sofreu outros dois reajustes. Em 2015, durante o auge do racionamento de água na Grande São Paulo, houve o maior aumento, de 15,2%. Em maio do ano passado, meses depois de o governo anunciar o fim da crise, um novo aumento de 8,4% foi autorizado.

Até 2020, a Sabesp planeja investir R$ 12,48 bilhões em ampliação e melhorias dos sistemas de abastecimento de água e, principalmente, no aumento dos índices de coleta e tratamento de esgoto. O valor é 4% menor do que os R$ 12,97 bilhões que a estatal investiu entre 2013 e 2016.

A meta da companhia é reduzir até 2020 o índice perdas de água por fraudes e vazamentos nas tubulações de 31,8% do volume total produzido em 2016 para 29,9%. Já o índice de atendimento de esgoto no Estado deve subir de 83,3% para 86%.

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