SÃO PAULO - O crédito imobiliário vem crescendo a um ritmo de dois dígitos ao ano. As estimativas de aumento vão de 20% a 40% dependendo do banco. Para o investidor, a boa notícia é que nem todo o crédito está sendo fornecido com o dinheiro da caderneta de poupança. Essa fatia que está vindo de outras formas de captação tem se transformado em títulos de renda fixa que podem ser adquiridos por pessoas físicas.
Por lei, 65% dos recursos depositados na caderneta devem ser direcionados ao crédito imobiliário. "O que se vê, no entanto, é que o ritmo do crédito é maior do que a evolução da poupança, o que dá espaço para os bancos colocarem no mercado papéis como a LCI (Letras de Crédito Imobiliário) para captar mais recursos", diz o vice-presidente de finanças da Caixa, Márcio Percival. Estima-se que o dinheiro da poupança para habitação pode acabar até 2013, o que deve favorecer ainda mais o mercado de títulos imobiliários. Em 12 meses, o estoque de LCIs cresceu 78%.
Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) também têm crescido. Emitidos por companhias de securitização e distribuídos por bancos, esses papéis têm lastro em créditos imobiliários e aluguéis e permitem ao investidor ter um fluxo de caixa de recebimento da quantia investida. "O crescimento do setor imobiliário como um todo fomentou de forma significativa o CRI", comenta o gerente executivo de mercado de capitais do Banco do Brasil, Josemar Meireles Grilo. Em 12 meses, o crescimento foi de 60%.