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Turistas já sentem no bolso a alta do dólar

Cotação encareceu o pagamento de viagens ao exterior e das compras feitas no cartão de crédito

15 de maio de 2012 | 14h 30
Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios

SÃO PAULO - O dólar em alta já tem afetado as contas de quem foi para o exterior recentemente. Nessa semana, a moeda norte-americana alcançou a casa dos R$ 2, o que na prática encarece o pagamento de viagens ao exterior e das compras feitas no cartão de crédito, já que a cotação do dólar considerada na fatura é a do dia do fechamento do boleto.

"Desde fevereiro, durante dois meses, fiquei viajando na Argentina a trabalho. A empresa paga as despesas básicas como comida e estadia, mas acabei fazendo compras no cartão", diz o analista de sistemas Thiago Silveira Rissi, de 27 anos. Quando viajou, em fevereiro, o dólar comercial era cotado a aproximadamente R$ 1,72. "Na última fatura do cartão de crédito, o dólar fechou a R$ 2,05", conta.

A valorização do dólar não era prevista por Thiago. "Uma fatura de US$ 500 subiu de R$ 700 para mais de R$ 1 mil. E não tem jeito de fugir. As compras internacionais sempre são em dólar independentemente da moeda local do país", afirma.

O analista chegou a carregar um pequeno valor em um cartão pré-pago (os cartões travel money), mas ele diz não ter sido uma alta quantia porque não esperava essa alta da moeda. Nesses cartões, a pessoa faz um depósito e pode sacar o dinheiro em moeda local em caixas eletrônicos do outro país. "Nos travel money, a cotação cobrada sempre é mais alta. Quando viajei o dólar estava em R$ 1,72 e no pré-pago era cobrado mais de R$ 2. Compensa se você espera que o dólar vá subir, mas para mim foi uma surpresa." Ele conta que tem parcelas até julho das compras na Argentina.

Nesta terça-feira, Thiago partiu para uma nova viagem, dessa vez, de três semanas na Colômbia. "A moeda colombiana é difícil de ser adquirida. Vou acabar gastando em dólar e tendo o mesmo problema, mas, como a moeda já está cara, dessa vez acho que não vou sofrer tanto com mais altas", diz.





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