Um investimento é bom quando ele cabe no bolso

Termo começou a ser usado no início dos anos 2000, mas grandes jornais afirmam que o termo correto seria 'economia de acesso'

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2017 | 05h00

Eu tenho lido ultimamente sobre economia de compartilhamento, mas cada vez fica mais confuso sobre o que isso significa. Você acredita que exista algum tipo de economia que seja compartilhada?

Eu acredito, mas ‘compartilho’ com você com a confusão que este termo tem causado. Existem diversas fontes dando conta da origem desse novo modelo, mas têm-se que o termo ‘economia de compartilhamento’ começou a ser utilizado no início dos anos 2000. Alguns periódicos como Harvard Business Review, Financial Times e outros disseram que a “economia de compartilhamento” é um nome incorreto, sendo sugerido o termo “economia de acesso”. O argumento dos especialistas aqui é que “quando o ‘compartilhamento’ é mediado por uma empresa ela não está mais compartilhando nada”. Um exemplo interessante de como isso funcionaria é no caso de, em vez de cada consumidor comprar sua própria furadeira elétrica, ele tomar emprestado de outras pessoas, usando uma plataforma online como intermediadora disso. No orçamento de 2105 do Reino Unido já está estabelecido que como objetivo para melhorar o crescimento econômico o país pretende investir no compartilhamento, inclusive com um pacote de medidas para ajudar a destravar o potencial desse negócio. A economia de compartilhamento surge para atender as próprias tendências de comportamento de nossa sociedade que vão desde busca de maior nível de bem-estar e segurança, passando por consumo consciente e eco cidadania, redefinição de valores, valorização da família e amizades, busca de satisfação, abandono do consumismo, enfim busca da felicidade nas coisas simples da vida.

Dentro de um mês deixarei o meu trabalho e darei uma guinada em minha carreira. Os recursos que vou receber de indenização e o que já tenho poupado me permitem viver com tranquilidade por cerca de 1 ano. Qual é o melhor investimento para aplicar esse dinheiro, sabendo que tudo pode dar errado?

Como o prazo de investimento pretendido, as alternativas viáveis são aplicar em Tesouro Selic, CDB ou um fundo de renda fixa com taxa de administração muito baixa. Os títulos do Tesouro são boas opções, mas para vencimento em curto prazo o título mais indicado é o Tesouro Selic, onde a rentabilidade desse é indexada à taxa de juros básica. Os CDBs valem a pena caso sejam obtidas taxas próximas a 100% do CDI ou superior. Vale também pesquisar as Letras de Crédito Imobiliário(LCIs), inclusive em fintechs. Não vale a pena deixar o dinheiro na poupança porque ela está rendendo 70% da Selic (8,25%), com rendimento atual de 5,77%, mais a variação da TR. A tributação no caso do Tesouro Direto, CDB e do Fundo RF sem dúvida irá pesar negativamente no rendimento, mas como o prazo a disposição do investimento está determinado não há o que fazer. Resgates acima de 360 dias têm alíquota de IR de 17,5%. Por isso, também, da verificação das taxas oferecidas pelas LCIs, que são isentas de imposto de renda para pessoas físicas. A dica é comparar as diferentes aplicações em termos líquidos. Temos que saber qual é a projeção de ganho efetivo dos diferentes investimentos após descontados os custos e o imposto. Principalmente neste patamar da Selic porque os ganhos líquidos dos diversos tipos de investimentos ficam muito similares e os custos baixos da operação é que determinam as melhores alternativas. O melhor investimento é aquele que casa com o objetivo proposto, em termos de prazo e importância do dinheiro aplicado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.