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Análise - Renda fixa ou variável: qual a melhor opção para 2012?

Como as expectativas com relação a 2012 são de grande apreensão, melhor assumir uma atitude conservadora para evitar surpresas desagradáveis

29 de dezembro de 2011 | 22h 55
Otto Nogami, economista e professor do Inper

Adeus ano velho! Momento de se analisar o que aconteceu com nossas aplicações em 2011. Com a crise econômica pairando sobre os EUA e a União Europeia, o mercado financeiro passou por um ano difícil, especialmente no segundo semestre. E como não poderia ser diferente, toda a apreensão do dia a dia repercutiu sobre ele, fazendo com que algumas aplicações apresentassem rentabilidade superior a 15% no ano, especialmente aquelas que representam porto seguro nesses momentos de incerteza, como o ouro. Outras que estão diretamente relacionadas ao movimento econômico apresentaram rentabilidade negativa, como é o caso das bolsas de valores.

Feliz ano novo! Hora de repensarmos nosso portfólio de aplicações, de tal forma a não termos perdas em nossos montantes economizados ao longo do tempo. Como as expectativas com relação a 2012 são de grande apreensão, especialmente diante da perspectiva de a crise atingir o Brasil, nada melhor do que assumir uma atitude conservadora, para evitar surpresas desagradáveis. Nesse sentido, as aplicações em renda fixa (fundos de renda fixa, títulos do Tesouro, CDBs) se apresentam como melhor alternativa. À medida que o mercado financeiro projeta uma taxa básica de juros (Selic) média em 9,69%, esse será o referencial de ganho para o ano que se inicia independentemente do que aconteça no resto do mundo. É claro que se o Banco Central resolver adotar uma política monetária restritiva, essa média poderá ser maior. Ou menor se ele vier a adotar uma política monetária mais expansionista. A caderneta de poupança também não deixa de ser uma aplicação interessante nestes momentos de incerteza.

Por outro lado, em um cenário de instabilidade econômica, que afeta diretamente o mercado consumidor e, consequentemente, o setor produtivo da economia, aplicações em renda variável (fundos de ações ou compra de ações) não são recomendáveis. Basta observar a perda contabilizada pelo Ibovespa em 2011. Mas como este é um mercado altamente volátil, se uma solução for encontrada para essa crise que envolve economias mais industrializadas, o mercado acionário brasileiro poderá apresentar valorização superior a 20% em 2012. Assim, para aqueles que gostam de assumir risco, destinar de 10% a 20% de suas reservas no mercado de renda variável não deixa de ser interessante. Pelo menos assim não se penalizarão por ter ficado fora de eventual euforia do mercado acionário.





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