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Acompanhe a greve geral convocada pelas centrais sindicais para esta sexta, 14 de junho

Paralisação contra a reforma da Previdência afeta os serviços de transporte em capitais do País

Centrais sindicais convocaram uma greve geral para esta sexta-feira, 14, em todo País. Trabalhadores dos transportes, da educação e de bancos decidiram aderir à paralisação

 

Em São Paulo, a Justiça concedeu liminar que obriga o funcionamento dos transportes. De manhã, os ônibus circularam com 97% da frota, segundo a SPTrans. A CPTM operou normalmente e o Metrô tem circulação parcial em algumas linhas.

 

A Prefeitura de São Paulo manteve o rodízio de veículos, assim como as restrições a veículos fretados e às zonas azuis, e informou que a situação do trânsito será monitorada durante todo o dia.

 

A pauta principal da greve geral, segundo as centrais, é manifestar repúdio à proposta de reforma da Previdência.  

 

Foto: Taba Benedicto / Estadão 

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  • 22h12

    14/06/2019

    Termina agora a cobertura da greve nesta sexta-feira contra a reforma da Previdência. Obrigado por nos acompanhar. Até a próxima.

  • 22h01

    14/06/2019

     

    Greve contra reforma tem efeito limitado

     

    A greve geral contra a reforma da Previdência, convocada pelas centrais sindicais, teve atos registrados em praticamente todos os Estados. Mas, sem a adesão maciça dos trabalhadores dos setores de transporte, os efeitos acabaram sendo localizados. Em São Paulo, por exemplo, os ônibus e os trens metropolitanos funcionaram normalmente durante todo o dia. Apenas o metrô teve parte das operações paralisadas.

     

    Na avaliação do cientista político Rafael Cortez, a greve é um movimento relevante como termômetro do poder de mobilização da oposição, mas não deve ter nenhum efeito prático em relação à votação da reforma da Previdência. “A greve é relevante, mas não trouxe algo de diferente do que já estava contabilizado tanto para a imagem do governo quanto para o cálculo de custo/benefício que os legisladores fazem (ao votar contra ou a favor de algum projeto)”, disse. Por isso, afirma Cortez, não deve significar algum impeditivo para o prosseguimento da agenda econômica do governo, sobretudo para a Previdência.

     

    Confira a matéria completa.

  • 20h36

    14/06/2019

  • 20h16

    14/06/2019

    A PM e um pequeno grupo de manifestantes entraram em confronto no final da manifestação em São Paulo. Segundo capitão da PM, um homem que se identificou como defensor público hostilizou e cuspiu em um policial. O homem tentou resistir à prisão e manifestantes mascarados saíram em defesa dele, alguns atiraram garrafas e a PM reagiu com bombas e balas de borracha. O homem foi levado para o 24ª DP.

     

    A maioria dos manifestantes já tinha descido à Rua da Consolação para o encerramento do ato, na Praça da República. Os que causaram a confusão eram black blocs. (Ricardo Galhardo)

     

    Foto: Nacho Doce/Reuters

    Nacho Doce/Reuters

  • 20h02

    14/06/2019

    Pelo menos uma pessoa detida em manifestações na Av. Paulista.

  • 20h00

    14/06/2019

    Em São Paulo, na Av. Consolação, black blocs colocam fogo em sacos de lixo.

     

    Foto: Ricardo Galhardo

    Ricardo Galhardo

  • 19h50

    14/06/2019

    Manifestantes no Centro do Rio de Janeiro.

     

    Foto: Wilton Junior/Estadão

    Wilton Junior

  • 19h24

    14/06/2019

    No Rio, ato chega à Central do Brasil. Há um pequeno tumulto devido à explosão de fogos de artifício. Perto da estação, há confronto entre manifestantes e policiais na Av. Presidente Vargas, com uso de bombas de gás.

  • 19h15

    14/06/2019

    Manifestantes deixam a Avenida Paulista e chegam à rua da Consolação cantando: “Que contradição, tem dinheiro para milícia, mas não tem para a educação”. Passeata segue rumo à Praça da República.

  • 19h07

    14/06/2019

    Guedes quer retomar economia de R$ 1 trilhão, diz Frota

     

    Coordenador da bancada do PSL na Comissão Especial que analisa a reforma da Previdência, o deputado Alexandre Frota (SP) se reuniu nesta sexta com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir os destaques que o partido deverá apresentar ao relatório que foi apresentado ontem.

     

    De acordo com Frota, Guedes quer retomar a economia prevista inicialmente de R$ 1 trilhão. "Ele quer tentar e vamos com tudo. Caso o contrário, é um remendo na velha Previdência", disse. O parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), prevê um impacto fiscal de R$ 913,4 bilhões em dez anos.

     

    Frota afirmou que entregou três sugestões de destaques ao ministro, que garantiu passar o fim de semana examinando-os com sua equipe. O deputado, no entanto, não quis detalhar o conteúdo das mudanças que pretende apresentar. "Ele (Guedes) vai me dizer o que ele quer que eu destaque via PSL e o que for para incorporar no texto. O que foi feito foi bom, mas é o remendo na velha Previdência", disse.

     

    O deputado reclamou ainda da falta de empenho do presidente Jair Bolsonaro em garantir a aprovação da reforma ao não estabelecer uma base de apoio maior no Congresso. "Os moderados estão conversando com a gente, a reforma não será mais desidratada. Mas Bolsonaro precisa agora entender que para governar precisa contar com os deputados, não é o Olavo de Carvalho que vota a Previdência, ele não é deputado", disse. (Camila Turtelli e Mariana Haubert)

  • 18h51

    14/06/2019

  • 18h47

    14/06/2019

    Em SP, 14 pessoas são presas

     

    A Polícia Militar prendeu na manhã desta sexta-feira ao menos dez pessoas durante protesto contra a reforma da previdência nas proximidades da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital. Outras quatro também foram detidas no interior em atos da greve geral, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

     

    De acordo com o diretor do sindicato de trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho, a passeata saiu, por volta das 7h30, do Portão 1 da universidade e chegou a reunir certa de mil pessoas. Durante o protesto, o grupo bloqueou o cruzamento da Avenida Francisco Morato com a Rua Vital Brasil.

     

    "Por volta da 9h30, chegou a Tropa de Choque (da PM), se perfilou e a gente viu que eles iam atacar. Nesse momento, um carro velho foi incendiado", afirma Carvalho. "A tropa já estava se preparando, então eles atiraram... Foram uns 15 minutos de bomba, parecia metralhadora, e de bala de borracha. Feriu várias pessoas. Foi aquela loucura e correria."

     

    Segundo manifestantes, 15 pessoas chegaram a ser detidas por causa do incêndio, mas quatro foram logo liberadas. Sete estudantes e três funcionários da USP, além de um transeunte, foram conduzidos para o Departamento de Investigações Criminais (Deic), dizem os ativistas. A SSP, no entanto, confirma dez prisões em flagrante.

     

    Os manifestantes negam participação no incêndio e alegam que estavam longe do veículo na hora, dizem advogados presentes no Deic. "Por enquanto só foi feita a oitiva dos policiais", diz o advogado do Sintusp, Vanderlei Lima. "Eles estão em uma cela minúscula, um buraco embaixo de uma escada."

     

    "O delegado já falou categoricamente que daqui, hoje, ninguém sai porque vai enquadrar todos eles nos seguintes crimes: incêndio, dano ao patrimônio e associação criminosa, que é a antiga formação de quadrilha", afirma Lima. "Esse enquadramento genérico de todo mundo não funciona, é só para dar dor de cabeça", diz. "A motivação é política, e não jurídica."

     

    Em nota, a SSP só informou duas naturezas criminais, de incêndio e dano. "O caso está sendo registrado no Deic", diz a pasta. Todos os presos devem ser levado para audiência de custódia neste sábado, 15, para que o Tribunal de Justiça (TJ-SP) decida se eles devem ser presos provisoriamente ou vão responder ao processo em liberdade.

     

    Já em Sorocaba, no interior, outras quatro pessoas foram detidas durante protesto. Segundo a SSP, eles são suspeitos de depredar um micro-ônibus e ameaçar o motorista. "Os autores foram liberados após prestarem depoimento", diz a secretaria. O caso é investigado pelo 5º DP de Sorocaba.

  • 18h42

    14/06/2019

    Ao deixar a manifestação, Fernando Haddad evitou dizer se era contra toda a reforma ou pontos do projeto debatido no Congresso. Segundo ele, existem muitos pontos "ruins" na proposta como o aumento do tempo de contribuição.

     

    De acordo com Haddad, Bolsonaro deveria fazer como Lula que negociou uma reforma com a sociedade civil em 2003. "Ele tem que negociar com as centrais", disse o petista. Indagado sobre o fato de Dilma Rousseff ter sido obrigada a fazer outra pequena reforma na Previdência em 2015, Hadad disse que "é assim mesmo em todo o mundo, este assunto é de debate permanente".

  • 18h41

    14/06/2019

    Haddad e Boulos criticam Moro

     

    Durante a manifestação contra a reforma da Previdência em São Paulo, políticos de oposição pediram a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e a anulação da sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão.

     

    “Quem se sente seguro no Brasil com o Moro no comando da Polícia Federal?”, questionou o candidato derrotado do PT à Presidência, Fernando Haddad. “Se ele já era partidário como juiz, imagina agora como político”, completou o ex-prefeito de São Paulo.

     

    Haddad também criticou o presidente Jair Bolsonaro. “Ninguém está seguro do ponto de vista econômico e jurídico enquanto o Bolsonaro for presidente. Ele é indigno deste país. Rezo a Deus para este homem não fazer mais viagens pelo mundo porque cada viagem é uma vergonha”, disse Haddad. Os ataques eram respondidos aos gritos de “fora, Bolsonaro”, “fora, Moro” e “Lula livre”.

     

    O líder do Movimento dos Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, que disputou a eleição presidencial pelo PSOL, também pediu a saída de Moro com base nos diálogos revelados. “O senhor Sérgio Moro não tem mais condições políticas de permanecer no governo”, disse Boulos.

     

    O líder sem-teto vinculou as revelações do site The Intercept aos pedidos de liberdade para Lula. “Já que eles dizem que a lei é para todos, eles que cumpram a lei e soltem o Lula”, afirmou. Boulos também empenhou solidariedade aos 11 estudantes e funcionários da USP que foram preso durante manifestações na parte da manhã. (Ricardo Galhardo)

     

  • 18h30

    14/06/2019

    Vereador Eduardo Suplicy (PT), na Av. Paulista: “Estamos aqui para garantir a aposentadoria justa da população, dizer não para a reforma da Previdência. Este é um ato cidadão.”

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