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Alain de Botton não ‘curte’ Jean-Paul Sartre

Fernando Scheller

21 de junho de 2012 | 12h36

A emergência de historiadores e filósofos que interagem com o público geral e vendem milhares de livros (às vezes, até milhões) vêm para apagar uma imagem deixada por Jean-Paul Sartre: a de que bons filósofos e acadêmicos precisam “escrever difícil”. Isso faz de Sartre o filósofo “menos favorito” de um dos expoentes do setor atualmente, Alain de Botton.

“Ele foi o nome mais influente nos últimos 50 anos, mas o problema não estava em seus argumentos, mas sim no fato de que era um escritor confuso. Por muito tempo, para você se tornar um filósofo famoso, a norma passou a ser escrever de uma forma difícil de compreender.”

Presente no Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade, Botton (autor de livros renomados como “Religião para Ateus”) falou ao ‘Estadão’ tambem sobre a importancia exagerada que as empresas dão a redes sociais.

“Eu acho que prestar atenção a tudo o que se diz nas mídias sociais é um erro. Oitenta por cento do que as pessoas dizem somente revelam as nossas piores neuroses.”

Fernando Scheller, enviado especial a Cannes

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