Com 96 Leões, Brasil bate novo recorde em Cannes
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Com 96 Leões, Brasil bate novo recorde em Cannes

Fernando Scheller

19 de junho de 2013 | 16h34

Com forte desempenho em mídia impressa, as agências brasileiras bateram um novo recorde de Leões no Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade. Nesta quarta-feira, 19, o Brasil angariou 25 Leões somente na categoria de Press Lions – setor em que a publicidade brasileira é tradicionalmente forte –, elevando contagem de Leões em 2013 para 96, ultrapassando o recorde 80 prêmios do ano passado. O Estado é o representante oficial de Cannes Lions no Brasil.

Além da liderança mundial de prêmios em Press, o Brasil ainda recebeu 10 prêmios em Design, 3 em Cyber e 1 em Rádio nesta quarta. A contagem de Leões ainda pode aumentar bastante. Ainda faltam ser anunciados os escolhidos em quatro categorias, cujos vencedores serão revelados no sábado. A chance de que o País termine esta edição de Cannes Lions com mais de cem prêmios é alta.

A agência do ano também será conhecida ao fim do festival. Segundo fontes que avaliam o desempenho dos diferentes grupos, a Ogilvy Brasil, que ficou na terceira posição no ano passado, é considerada uma candidata forte ao posto este ano, graças ao desempenho forte de ações para clientes como Sport Club Recife e Dove, que ganharam múltiplos prêmios. Além do primeiro Grand Prix brasileiro em Cyber, a Ogilvy já angariou 28 Leões, ou cerca de 30% do total conquistado pelo País.

Liderança. Foram tantos os prêmios para o Brasil em mídia impressa que o presidente do júri, o diretor de criação da AlmapBBDO, Marcello Serpa, chegou a ser questionado se trabalhos teriam sido favorecidos por sua origem. O publicitário explicou que o País tem uma presença tradicionalmente forte nesta categoria – que no ano passado trouxe 18 prêmios – e que, muitas vezes, os jurados não sabiam de onde vinham as peças que estavam julgando.

Além disso, o Brasil apresentou uma verdadeira enxurrada de inscrições em Press. Do total de quase 3,5 mil trabalhos apresentados pelo País este ano, 797 se concentraram em iniciativas desenvolvidas em mídia impressa. “A qualidade do trabalho do Brasil em Press é realmente muito consistente e reconhecido”, afirma Serpa.

Ele argumentou também que, apesar da presença forte do Brasil na distribuição de Leões, o Grand Prix acabou nas mãos da TBWA\Media Arts Lab, de Los Angeles (EUA), para a campanha do iPad Mini, da Apple. “Achamos que era a peça que realmente funcionava especificamente no papel. Além disso, traz uma mensagem poderosa de que o bom conteúdo de uma revista hoje continua a existir, só que sendo acessado de forma diferente (pelo tablet)”, explica.

Mais uma vez, a campanha que “quase” levou o grande prêmio foi a Beauty Sketches (Retratos da Beleza), desenvolvida pela Ogilvy para a marca Dove, da Unilever. Embora tenha sido considerada ao prêmio máximo de Press por sua sensibilidade – a campanha usou um especialista em retratos falados para mostrar a visão muitas vezes negativas que as mulheres têm da própria aparência –, os jurados da campanha consideraram que, ao contrário da peça para o iPad, a mídia impressa era só mais um dos elementos da estratégia.

Premiados. Em Press, levaram Leões de ouro AlmapBBDO, F/Nazca Saatchi & Saatchi, Ogilvy e Revolution Bahia. As pratas foram para AlmapBBDO, Young & Rubicam, DM9DDB, F/Nazca Saatchi & Saatchi e Leo Burnett Tailor Made. Os bronzes ficaram com Giovanni+DraftFCB, Y&R, AlmapBBDO, Africa, Ogilvy e DM9DDB. Algumas agências receberam prêmios por trabalhos para diferentes clientes.

Nas demais categorias anunciadas, o Brasil levou só um Leão de Bronze em Radio para a Talent, agência que ganhou o Grand Prix da categoria no ano passado. Em Cyber, foram três prêmios: ouro e bronze para Ogilvy, além de uma prata para a Loducca. Em Design, foram 10 prêmios; ouro para Loducca; prata para Greco Design, Paim Comunicação, Leo Burnett Tailor Made e Ogilvy; e bronze para Talent, QG Propaganda e Cláudio Novaes Design, além de duas menções para a DDB.

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