Em Cannes, designer afirma: ninguém precisa de um Apple Watch

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Em Cannes, designer afirma: ninguém precisa de um Apple Watch

Fernando Scheller

21 de junho de 2015 | 15h32

 

Simon Collins: a 'fraude' dos dispositivos vestíveis

Simon Collins: a ‘fraude’ dos dispositivos vestíveis

A febre dos dispositivos vestíveis parece ter chegado ao ápice com o Apple Watch. No entanto, o ex-reitor da escolha de design Parsons, de Nova York, usou sua palestra no Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade, ontem, para questionar se esses produtos estão realmente trazendo algo de novo para o consumidor. “Eu não preciso de seis ‘gracinhas’ que, de qualquer maneira, meu telefone já consegue fazer”, disse Simon Collins, que já trabalhou para marcas como Nike, Polo e Fila.

Segundo ele, o que o consumidor precisa é de aparelhos que, além de bonitos, resolvam problemas. “O aparelho tem de ser interessante o suficiente para que nós o utilizemos”, disse o especialista. Ele citou casos como o óculos que permite que pessoas com esclerose lateral múltipla consigam se comunicar por meio do movimento de seus olhos, a fita métrica que ajuda a detectar má nutrição em crianças de países miseráveis e os braços e pernas que agora podem ser criados em impressoras 3D.

Embora critique o Apple Watch, Collins afirmou que a Apple conseguiu desenvolver um “design com conteúdo” que a diferenciou de suas concorrentes. Ele lembrou que, no dia da morte do líder sul-africano Nelson Mandela, a empresa usava sua página principal para homenageá-lo, assim como havia feito anteriormente com seu próprio fundador, Steve Jobs. No mesmo dia, a Microsoft mostrava suas ofertas do dia, em um site com decoração natalina (Mandela morreu em dezembro de 2013). “(A página da Microsoft) é um exemplo de design ruim. É um lixo, uma vergonha.”

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