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Times de futebol espanhóis que não quitarem suas dívidas com o governo serão expulsos da competição e poderão ser extintos

karlamendes

27 de abril de 2012 | 15h50

Nem o tão consagrado futebol espanhol escapou dos efeitos da recessão do país. As dívidas dos clubes com o Ministério da Fazenda, que se arrastam há anos e somam 673 milhões de euros, não ficarão incólumes aos ajustes do governo para tentar tirar o país da recessão. Eles terão que pagar suas dívidas até 2020. Caso contrário, serão expulsos da Liga de Futebol Profissional (LFP) e poderão se extintos. Vai sobrar até para o presidente da LFP, que pode ser destituído do cargo.

As medidas fazem parte de um protocolo assinado esta semana entre o Conselho Superior de Esportes (CSD), a LFP e o Ministério da Educação, Cultura e Esporte. Para garantir o cumprimento das obrigações tributárias, 35% da receita referente a direitos audiovisuais arrecadados pelos clubes terão que ser depositados como garantia na LPF a partir de 2014. Se os times descumprirem suas obrigações com a Fazenda, a partir dessa data, o valor retido será repassado para a Agência Tributária espanhola.

“As medidas são muito fortes. Mas é necessário e conveniente que os clubes ajustem seus gastos, para que não vire um buraco negro”, defende Félix Plaza, sócio da consultoria Garrigues Sports & Entertainment, especialista em direito fiscal e esportivo. Plaza reforça que as medidas são mais que necessárias neste momento crítico da economia espanhola, oficialmente em recessão.

De fato, seria no mínimo incoerente se os clubes de futebol ficassem imunes à dura política de cortes de gastos na Espanha, que não poupou nem serviços vitais para a sociedade, como saúde e educação.

Do total da dívida dos clubes, 489 milhões de euros referem-se aos times da primeira divisão. Dados publicados pela imprensa local mostram que a maior dívida é a do Atlético de Madrid: 115 milhões de euros. Na segunda posição, aparece o Barça, com 84 milhões. O Real Madrid não tem dívidas com o governo espanhol.

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