Governo descarta cortes no PAC

Estadão

28 de janeiro de 2011 | 00h00

Presidente destacou o grande volume de obras do programa no País e disse ser importante que se espalhe o investimento

Kelly Lima, da Agência Estado

RIO – A presidente da República, Dilma Rousseff, foi enfática ao garantir nesta quinta-feira, 27, no Rio que não haverá cortes nas obras previstas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). “Nós não vamos contingenciar o PAC. Vou repetir isso três vezes e quantas vezes for necessário”, disse, repetindo realmente a frase, ao responder pergunta de jornalistas no Rio sobre os rumores de que haveria cortes.

Em entrevista após participar de evento junto com o governador do Rio, Sérgio Cabral, a presidente lembrou que “é óbvio que nós temos hoje um volume de obras que nunca tivemos no Brasil”, e que parte delas estão dentro do primeiro PAC e parte dentro do segundo. “O fato é que o Brasil mudou. Investimento é uma coisa que se espalha”, disse.

Dilma aproveitou a cerimônia do anúncio de doação de duas mil unidades habitacionais por parte de 12 empresas da construção civil para desabrigados da região serrana do Rio para anunciar a inclusão de mais seis mil casas do Programa Minha Casa Minha Vida destinado ao estado. Estas residências serão todas para a região serrana do Rio.

Dilma destacou que o Programa Minha Casa Minha Vida conseguiu identificar os gargalos do setor, reduzir prazos e permitir que trabalhadores com até três salários possam comprar um imóvel, que custaria em média R$ 42 mil. No Rio, o programa abrange 22 mil unidades. “Parte dos recursos que estamos antecipando para a região serrana já integra o Programa Minha Casa Minha Vida 2”, disse.

A presidente destacou ainda a necessidade de reestruturação da Defesa Civil, com instalação de uma unidade em cada município. “Com os recentes eventos da natureza, como Katrina, tsunamis e furacões em todo o mundo, precisamos de unidades emergenciais municipais que orientem a população sobre o que fazer”, disse, lembrando que também serão priorizados recursos do BNDES para um mapeamento de áreas de risco, bem como equipamentos para “evitar catástrofes”.

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