Ainda sobre reposição florestal

Estadão

22 de setembro de 2011 | 13h32

Previsto pela Lei estadual 10.780/2001, o mecanismo da Reposição Florestal Obrigatória, que determina que empresas que utilizam produto florestal lenhoso (lenha, carvão, tora) replantem o equivalente ao que foi consumido, tem sido aplicado com bons resultados no Estado de São Paulo.

Funciona assim: a empresa recolhe anualmente o valor correspondente ao que é utilizado de madeira e a entidade responsável pela reposição florestal, depois de prestar contas à Secretaria do Meio Ambiente – hoje existem 14 instituições credenciadas na secretaria para executar esse tipo de serviço -, produz e faz o plantio das mudas.

“A determinação é que um metro cúbico de lenha consumido equivale a cinco árvores; cada árvore custa R$ 0,75. O recolhimento anual baseia-se nessa conta”, explica o assistente de programa florestal do Instituto Refloresta, Sandro Vieira. Se a empresa não tiver onde plantar, as mudas são doadas para produtores rurais inscritos no Programa de Reposição Florestal.

O Refloresta, que possui dois viveiros, um em Capão Bonito e outro em Pilar do Sul, onde são produzidas quase 540 mil mudas de 170 espécies nativas, faz parte do Programa de Reposição Florestal desde 1993 e já plantou 12.602.322 árvores. “Não é simplesmente plantar a árvore. Fazemos todo o trabalho de manutenção e acompanhamento técnico do plantio”, garante Vieira.

Pela “compensação”, as empresas – restaurantes e pizzarias, serrarias, hotéis, madeireiras, lavanderias e secadores de grãos – recebem um certificado de madeira legal, emitido pela Secretaria do Meio Ambiente, e um selo exclusivo.  Informações: refloresta.org.br.

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