Falta de silos é um freio para o setor de grãos

Estadão

22 de outubro de 2010 | 17h39

Não há silos e armazéns graneleiros suficientes para armazenar toda a safra de grãos. Foto de Epitácio Pessoa/AE

Ampliar a capacidade de armazenamento para poder comportar toda a produção de grãos, que atualmente é de 147 milhões de toneladas, e melhorar a estrutura das unidades armazenadoras. Esses são os principais desafios do setor de armazenamento de grãos e que foram discutidos durante a 5ª Conferência Brasileira de Pós Colheita, promovida ela Associação Brasileira de Pós Colheita (Abrapos) em Foz do Iguaçu (PR).

De acordo com o presidente da entidade e responsável pela coordenação do evento, Irineu Lorini, além do déficit na capacidade de armazenamento, que hoje é de 12 milhões de toneladas (a capacidade atual de armazenamento nacional é de 132 milhões de toneladas), a estrutura precária de cerca de 40% dos silos e armazéns graneleiros — cuja idade média, segundo Lorini, beira os 40 anos — é outro gargalo do setor e que pode comprometer a qualidade dos grãos produzidos no campo, diminuindo assim a competitividade do produto nacional no exterior.

Mesmo com o aumento de investimento por parte das cooperativas de armazenamento  do Paraná (que passaram de R$ 99 milhões em 2006 para R$ 365 milhões este ano) e também da ampliação da verba do Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra), do Ministério da Agricultura Pecuária e abastecimento, de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão na próxima safra (2010/2011), sem um plano nacional de armazenagem o caminho para reverter o quadro atual é praticamente “infinito”, como diz o presidente da Abrapós.

Confira a matéria completa, publicada na edição de hoje do Agrícola.

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