Paulo Bomfim 2

Um lado do Paulo Bomfim: com pessoas muito diversas e às vezes até opostas, eram almoços com inteligência!

Antonio

30 de julho de 2019 | 10h49

Além de grande poeta, historiador e cronista, Paulo Bomfim era dos homens mais agradáveis e bem-educados de São Paulo.

Inteligente, dono de uma conversa rica e variada, Paulo Bomfim tinha o dom de atrair as pessoas mais diversas e até opostas.

O resultado é que ele regularmente promovia almoços em seu apartamento da rua Peixoto Gomide, convidando os amigos e pessoas que achava interessante se aproximarem, numa divertida mistura na qual a conversa ia de um extremo a outro, dos assuntos mais sérios a longas sessões de piadas e risadas.

Seus almoços podem ser divididos em três grandes grupos temporais: os almoços na época da Emy, sua esposa, uma mulher fascinante pela inteligência e ironia; os almoços depois da morte da Emy; e os almoços da época da Fafá, que aconteceram ao longo dos últimos três anos.

Os almoços capitaneados pela Emy eram mais formais, o que não quer dizer muita coisa, porque não raro se estendiam até o fim da tarde, que chegava mais rápido do que nós gostaríamos que chegasse.

Os almoços depois da sua morte eram mais anárquicos, com menos amarras e regras, e mais ênfase nos dias de semana, ainda que os sábados continuassem a ter seu público.

Finalmente, os almoços da época da Fafá mantiveram e aprofundaram a tradição e aconteciam nos dias de semana e nos sábados.

Os almoços de Paulo Bomfim tinham como ponto alto a qualidade das conversas, garantida pela qualidade dos convidados.

De Lázaro Brandão e Luiz Carlos Trabuco a Maria Adelaide Amaral e Maria Fernanda Cândido; de Aldo Rebelo a Rony Von; do General Campos a Dom Fernando Figueiredo, ele recebeu um número desconhecido e variado de pessoas com um ponto em comum: a inteligência.

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