A lição da Copa do Mundo

A maior lição da Copa do Mundo 2018 é que primeiro se ganha dentro do coração e só depois no campo!

Antonio

24 de julho de 2018 | 09h56

Muito mais importante do que a França ser campeã do mundo, o que a Copa da Rússia mostrou claramente é que Copa do Mundo ganha quem dá sangue, quem corre atrás, tanto faz depois de quantas prorrogações, depois de quantas partidas, depois de engolir o cansaço numa tomada de ar mais funda.

Ganha quem der sangue e der sangue e der sangue, sem medo de dar sangue, sem preguiça de dar sangue, orgulhoso de dar sangue.

Ganha quem tem vontade, não quem entra em campo para cumprir tabela e faz de conta que corre, como se o que estivesse em jogo não fosse representar o país, mas acertar o próximo salário e em seguida convidar os amigos para navegarem no novo iate ancorado em Monte Carlo.

Ganha quem tem orgulho de vestir a camisa da seleção, não porque abre as portas do mercado internacional, mas porque defender seu país é o mais nobre e mais belo que ele pode fazer.

Ganha quem entra com humildade e competência para ir em frente, sabendo que os outros podem ser tão bons ou até melhores, mas que, na hora do vamos ver, não foge da pegada, acredita na vontade de vencer, na dedicação e no empenho além do razoável, além do cansaço, no sangue correndo nas veias e no suor escorrendo no corpo.

Algumas seleções mostraram isso e isso explica porque são as cinco que chamaram a atenção, além de simplesmente jogarem bem.

França, Croácia, Bélgica, Inglaterra e Rússia entraram na Copa cada uma com sua competência, mas todas com gana de vencer, de dar o máximo, de ir além do razoável, do que esperavam delas, do que poderiam fazer. Foram lá e fizeram. Copa do Mundo é isso. Parabéns a elas!

A Copa da Rússia foi linda e deixou muitas lições. A primeira é que Copa do Mundo se ganha primeiro dentro do coração e depois no campo.

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