As árvores caem

Faz parte do ciclo da vida das árvores elas caírem quando chega a sua hora. Mas o triste é o que levam consigo na queda e quanto isto custa em vidas e patrimônio.

Antonio

01 de abril de 2019 | 11h02

Entre janeiro e meio de março caíram perto de duas mil e quinhentas árvores na cidade de São Paulo. A média é de 37 árvores por dia, número apavorante, se pensarmos que muitas são árvores grandes, algumas mais do que centenárias, capazes de causar estragos de monta se caírem em cima de alguém ou alguma coisa.

O grande responsável é o verão. Pode parecer temerário acusar a estação, mas é verdade. As tempestades de verão são as grandes derrubadoras de árvores.

Tem quem ache que a culpa é da prefeitura. É quase verdade, a prefeitura tem parte da culpa – várias árvores caem porque não recebem manutenção –, mas não dá para generalizar, nem colocar a culpa só nesta administração.

Várias árvores caem porque não são tratadas, outras caem porque não têm espaço para as raízes entrarem no solo ou são sufocadas por canteiros cimentados ou são grandes para o espaço onde são plantadas.

Também tem as que caem porque ficaram velhas e morrem porque chegaram no limite de sua capacidade de vida.

Árvores como os eucaliptos e flamboyants não vivem muito mais do que cem anos. Muitas delas estão na marca do pênalti, próximas do século de existência, com várias, ainda por cima, plantadas em locais completamente impróprios para o seu porte.

Raízes podres ajudam na queda, mas não são a única razão para ela. A força dos ventos, o solo encharcado e a chuva torrencial são mais importantes. É só olhar o que acontece em cidades onde as árvores são bem tratadas para não se ter dúvida.

O problema é que parte destas árvores caem levando consigo o que está em volta ou embaixo. E isto é triste e custa caro, em vidas e patrimônio.