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As coisas estão complicadas

Com fake news as mais absurdas, e com gente que acredita nelas, as pessoas começam a se machucar, por conta da intolerância que começa a tomar conta...

Antonio

09 de setembro de 2019 | 07h20

As coisas estão ficando cada dia mais complicadas. Não é só no Brasil que o radicalismo, a intolerância e falta de vontade de analisar os fatos estão crescendo e colocando em lados opostos e cada vez mais belicosos milhões de pessoas que, até há pouco tempo, conversavam civilizadamente.

Não há mais espaço para o diálogo. Ou você está comigo e por isso é brilhante, ou você é contra e, por isso, não passa de um boçal que não entende nada, nem percebe o que acontece no mundo.

É apavorante, mas as redes sociais e a internet, que seria uma ferramenta de união e compartilhamento, são inundadas com notícias falsas ou deturpadas que são aceitas como verdades incontestáveis pelos que estão do lado de quem tem interesse em publicá-las.

A coisa é tão maluca que se vê, em redes sociais norte-americanas, absurdos do tipo, “não podemos voltar ao comunismo”, ou “não podemos deixar os comunistas retomarem o poder”, como se algum dia na história do país tivesse havido algo próximo do comunismo.

Os absurdos vão além. Em regiões do interior da Grã-Bretanha, as pessoas votaram no Brexit porque não querem estrangeiros concorrendo com elas. Curiosamente, são regiões em que não há nenhum estrangeiro.

A Itália parece uma casa de loucos e uma pequena região da França pretende sair da União Europeia, mas sem sair da França.

Quer dizer, o samba do crioulo doido não é exclusividade brasileira. Se bem que aqui os absurdos estejam atingindo patamares além de qualquer lógica, não por desconhecimento ou despreparo, mas como ações milimetricamente planejadas para atingir um determinado fim.

Entre mortos e feridos, tem gente que começa a se machucar. Como a radicalização e a intolerância devem aumentar, em breve teremos mortos. A questão é como as pessoas de bom senso podem impedir a escalada…

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