As goiabeiras chegaram

Um dia é a vez das jaqueiras. Outro, das goiabeiras. Ambas têm frutos deliciosos, mas só a última tem o bicho de goiaba!

Antonio

06 de março de 2019 | 13h34

A natureza segue seu ritmo independentemente do que nós achamos ou fazemos. Somos pequenos demais para interferir na ordem natural das coisas. Quando muito, podemos atrapalhar ou ajudar a modificar algo, mas nunca seremos os responsáveis por toda a mudança.

Poucos dias atrás, as jaqueiras da Santa Casa decidiram que era hora de entregarem as enormes frutas, que foram colhidas e encaminhadas para o restaurante do hospital.

Eu não gostar de jaca não é razão para os outros não gostarem. Tem quem goste e goste muito. Cada um é cada um e cada um sabe de si, do que gosta, do que faz e como faz.

O impressionante é o tamanho das jacas. Algumas ficam enormes, o que justifica o medo que a Emília tinha de que elas caíssem na cabeça das pessoas e que a levou à “Reforma da Natureza”, o livro de Monteiro Lobato que explica porque é melhor deixar a natureza cuidar do planeta.

Agora é o momento das goiabeiras. Estão carregadas de frutos e comer goiaba no pé é um programa muito especial, que me joga para a minha infância na fazenda, quando comer goiaba no pé fazia toda a diferença.

Também me lembro de Tia Donana fazendo goiabada na fazenda de Tio Luiz, em Itupeva. Era uma goiabada maravilhosa, que, com certeza, ficou melhor ainda, guardada na prateleira das lembranças.

Ela montou uma fábrica e suas goiabadas eram vendidas nos supermercados.

Comer goiaba no pé é um momento único, até quando parte das frutas está estragada porque foi atacada por uma praga que as deixa negras e secas. O único cuidado mais sério que alguém tem que ter é prestar atenção para não comer goiaba com bicho de goiaba.