Brasil, Olimpíada e futebol

enquanto atletas sem suporte dão sangue e chegam lá, o futebol é o retrato da falta de ética e das mazelas que assombram o país

Antonio

10 de agosto de 2016 | 15h34

O Brasil passa a ter chances de se reencontrar, de retomar o caminho do desenvolvimento, de ser um bom lugar para se viver. O avanço do processo de impeachment parece irreversível. No fim do mês a presidenta que foi estudanta, mas aprendeu muito pouco, deve se tornar ex-presidenta. A única ex-presidenta sacada do posto pela vontade popular.

Mas a estrada é longa e ainda estamos na subida. Vai demorar para colocar ordem na casa. O melhor retrato disso é o que se vê nos Jogos Olímpicos. Enquanto atletas que lutam com dificuldades de todos os gêneros dão sangue e chegam lá, fazendo bonito com e sem medalhas, o time de futebol masculino, composto por jogadores milionários, dá vexame em cima de vexame, não tem comprometimento, não tem compromisso e não faz a menor questão de jogar. A questão é essa: jogar é uma amolação desnecessária. Basta pagar os salários e todos ficam satisfeitos. Para eles não há relação entre jogar bem e ganhar muito.

Nada que destoe do nosso universo político. Com as honrosas exceções de estilo, a classe política nacional supera com boa margem o que existe de pior na maioria das nações desenvolvidas.

O que se vê é a podridão da ganância contaminar o em volta. O grito de guerra é: “Eu quero tudo para mim e que se dane o mundo!”

Tanto faz se o preço é o desmanche da saúde pública, a quebra da maior empresa do país, o assalto aos fundos de pensão, ou jogar sem amor a camisa mesmo sendo muito bem pago.

O Brasil é maior do que essas pessoas. O brasileiro é melhor do que essas pessoas.

O importante é não desistir do jogo.

Vamos em frente. Com jeito, o Brasil tem jeito.

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