Câncer de mama

Só não se pode brincar de avestruz e enterrar a cabeça na terra. O melhor é descobrir a doença no começo!

Antonio

12 de novembro de 2018 | 10h22

Se outubro é o mês da consciência do câncer de mama, por que estou entrando no tema apenas em novembro? Será que eu perdi o timing?

Não, não perdi. Estou chegando agora, não porque não pudesse chegar antes, mas porque todo dia é dia de se preocupar com a saúde e, as mulheres, com o câncer de mama em particular.

O câncer é uma doença devastadora. Eu sei porque vi várias pessoas próximas lutarem contra ele, começando por meu pai e minha mãe. Os dois ganharam e tiveram vidas normais depois de enfrentar a doença. Mas é briga de cachorro grande e meu pai, por causa da cirurgia que retirou praticamente toda sua garganta, ficou com a voz comprometida e muito longe do vozeirão que ele tinha antes do câncer.

Vi também amigos queridos perderem a batalha. É triste, mas faz parte da vida. Todos nós, de uma forma ou de outra, um belo dia sairemos de cena. É só uma questão de tempo.

Mas se o câncer é uma doença brutal, ele pode ser enfrentado com sucesso. O grande segredo é descobrir a doença em seu estágio inicial. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores as chances de vencer e elas podem, dependendo do tipo do câncer, passar dos 95%.

É quase que um jogo de cartas marcadas. As chances são francamente favoráveis ao paciente e, apesar do tratamento devastador, o depois justifica o sofrimento. A vida resgatada em sua plenitude paga o preço.

Essa certeza é mais do que suficiente para justificar os cuidados necessários para descobrir a doença no começo. E não é preciso nenhum esforço fora do comum, algo fora do padrão.

Basta fazer o acompanhamento periódico, os testes e os exames de rotina. O que não pode é enfiar a cabeça na terra e achar que não vai acontecer nada. A omissão costuma ser a mãe de todos os problemas.

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