Contra a força bruta não tem solução

As palavras tem força, sim, mas, compará-las ao arsenal do Estados Unidos é patético. Esse, sim, é assustador!

Antonio

23 de janeiro de 2020 | 09h51

Tem quem acredite na força das palavras. É verdade, as palavras são poderosas e conseguem o impossível. Elas têm força e movem o mundo, mas as palavras podem muito pouco contra o poder de persuasão de um porta-aviões nuclear norte-americano, com setenta aeronaves de última geração a bordo, além de todo um arsenal que não conseguimos ao menos imaginar, pronto para entrar em ação se o presidente apertar um botão.

E os Estados Unidos não têm só um porta-aviões. Ao contrário do Brasil, que apresenta orgulhoso o velho Foch, transformado em São Paulo, com meia dúzia de aviões da época da guerra do Vietnam em seu deck, os Estados Unidos têm na ativa dez belonaves da classe Nimitz, além de outras em construção e na reserva estratégica, prontas para voltarem ao mar se for preciso.

Um único porta-aviões nuclear americano é suficiente para destruir a capacidade bélica ou de defesa da imensa maioria dos países do mundo. Imagine vários deles atuando em comum…

É quase patético outras nações, com exceção de Rússia e China, dizerem que são sérias e possuem marinhas capazes de enfrentar os monstros em ação.

Não tem para eles. O problema é que esse poder descomunal, muito maior do que a soma de todas as armas que foram construídas até hoje, pode entrar em ação se um único homem decidir.

Uma coisa é ter bombas atômicas como os franceses e os britânicos têm. Outra é mexer com os Estados Unidos e seu enorme arsenal, no qual os porta-aviões são apenas algumas peças, não necessariamente as mais devastadoras. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Entre secos e molhados, parece que não pretendem usá-lo, mas, se precisar, não tenha dúvida, usarão. Hiroshima que o diga.

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