Dependência absoluta

Hoje somos totalmente dependentes das máquinas e da sua vontade de fazer você existir no mundo!

Antonio

05 Junho 2018 | 13h33

Desde que o ser humano desceu das árvores e começou sua marcha pela conquista do planeta, nunca vivemos um momento igual.

A verdade é que hoje dependemos inteiramente de meia dúzia de sistemas e máquinas que monitoram nossas vidas de forma absoluta. Se Luiz XIV visse o que acontece atualmente, cortaria a cabeça de seus ministros e inventores franceses.

Onde já se viu uns moleques sem qualquer vínculo com a nobreza dominarem bilhões de pessoas, para o bem e para o mal? Mais do que isso, dominariam o rei também. Imagine alguém sem um celular, uma rede social, uma comunidade a favor ou contra.

Imagine Trump um único dia sem poder escrever as barbaridades que escreve porque deu pau no sistema. Ele prenderia os responsáveis e os acusaria de traição à Pátria.

Hoje não tem para ninguém: ou entra na dança ou fica fora do mundo, não avança, não retroage, simplesmente fica à margem, sem ter o que fazer, sem ter para quem pedir socorro. Você passa a ser um não ser.

Outro dia deu pau no sistema de e-mails do meu escritório. Pau pesado. Saiu do ar por mais de um dia. A sensação de impotência te arrasa. Te derruba. Te deixa com raiva. E não tem nada que você possa fazer para mudar o quadro. Simplesmente não anda, não desanda, não dá para fazer o que tinha que ser feito.

A realidade do seu dia se aproxima dos discursos de Dilma Rousseff. Você não entende nada, mas sabe que existe. Sem celular, sem computador, sem rede, sem rede social, exilado do mundo, mas dentro do mundo, você sente menos que zero. E não adianta correr, chamar socorro, acender vela. A coisa só volta ao normal quando as máquinas e os sistemas decidirem voltar ao normal.