Dubai

Dubai não é história das Mil e Uma Noites, mas um projeto realizado com competência, por pessoas dispostas a transformar o deserto num país rico e civilizado.

Antonio

05 de julho de 2019 | 12h03

Já ouvi mais de uma vez me dizerem que Dubai é um projeto kitsch, onde alguém muito rico está brincando de casinha numa escala fora de propósito.

Eu ouvia quieto porque não conhecia o país, não sabia como as coisas eram feitas, nem porque eram feitas.

Estive em Dubai e não concordo de jeito nenhum com essa análise. Em Dubai estão construindo um país.

Não é uma aventura do sheik de Aghadir, nem história das Mil e Uma Noites, ou qualquer coisa semelhante.

Em 1947, Dubai era uma vila de pescadores de pérolas. Hoje, Dubai é uma cidade ultramoderna, onde não se tem tempo para brincadeiras, nem para fazer de conta, montado em cima de uma montanha de petróleo.

Os Emirados Árabes Unidos são uma nação interessante. Soma de três reinos, é uma república,, com um presidente, e ao mesmo tempo preserva as famílias reais de cada um dos territórios originais.

O que distingue Dubai do resto da nação é a pouca quantidade de petróleo encontrada por lá.

Foi isso que levou ao projeto de transformar o Estado numa área autossuficiente baseada em serviços, em investimentos, em administração e num enorme hub aéreo, que deu ao país um dos mais importantes aeroportos do mundo.

De Dubai se voa para o mundo inteiro com enorme economia. A localização do país facilita a interligação do planeta.

Além disso, o porto de Dubai abriga atualmente mais de 6 mil empresas. Quer dizer, Dubai não é uma brincadeira. É um projeto milimetricamente levado a cabo, com competência, por milhares de pessoas que estão lá dispostas a transformar o deserto num país rico e civilizado.

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