Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

É primavera

É primavera. As flores espalham cores e alegria. Então não adianta tentar me enlouquecer com o som da sua buzina!

Antonio

01 de outubro de 2019 | 10h42

É primavera. O frio do inverno foi embora, ainda que as manhãs arrepiem o corpo, no ar que contrasta com a xícara de café com leite fumegando.

O dia começa a começar mais cedo. As madrugadas chegam quando há poucos dias ainda era escuro. A luz se espalha, clareia o céu, abre o horizonte, espanta os fantasmas que assombram as noites.

Quem acorda cedo, e eu acordo cedo, vê a luz chegar pelas frestas da janela. Uma olhada no relógio diz que ainda não são seis horas, mas lá fora já está começando o dia.

A vida entra na nossa vida mais cedo. Mais amiga, mais próxima e quente. O frio não assusta, porque não tem mais o frio. As madrugadas são gostosas e permitem sair de debaixo dos lençóis e ficar deitado na cama, sentindo o ar arrepiar o corpo.

O dia nasce brilhante. O sol vara a camada de poluição que ainda cobre a cidade e cria cores fantásticas que se estendem até o horizonte, convidando para viagens cósmicas, enquanto nos arrastamos pelo trânsito que trava a ponte.

As árvores que acompanham as ruas recobram seu verde, abrem suas flores, balançam a alegria que as cores espalham.

Antes foi antes, mas o antes se foi. Agora é o tempo do renascimento da vida, na festa da natureza que ultrapassa todos os limites porque a vida não tem limites.

O limite da vida é a possibilidade de todas as possibilidades. E se é de um jeito para alguém, é de outro jeito para outro alguém, e no final é tudo a mesa coisa, só que vista ou contada de jeitos diferentes.

O som da buzina deveria enlouquecer quem está parado na rua, mas, tanto faz, agora é manhã de primavera, a buzina que procure sua turma.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: