Festas juninas

Mesmo que atualmente elas sejam mais urbanas e poucos participantes conheçam uma fazenda ou tiveram a experiência de dançar quadrilha numa noite fria, sob as nuvens do interior, o que importa mesmo é festejar!

Antonio

27 de junho de 2019 | 07h17

Em junho acontecem as festas juninas. Lógico! Afinal, como o nome diz, as três festas acontecem em junho. Santo Antonio, São João e São Pedro. Cada uma já teve seu estilo e sua marca, mas acabaram se transformando numa única festa, tanto faz o dia em que acontece.

Bom devia ser na época em que eram três, cada uma comemorada no seu dia, com feriado, além do quentão e dos outros comes e bebes típicos.

Pra quem gosta de feriado, as festas eram uma festa e valia tudo para estar nelas, começando pela devoção a cada santo.

Hoje pode ser mais cedo, pode ser mais tarde, não há obrigação de ser na data certa, mas o espírito continua o mesmo. As de fundo religioso se transformaram em festas pagãs, ainda que o santo de estimação esteja erguido no mastro e a cada quadrilha alguém grite “viva Santo Antonio, viva São João, viva São Pedro”.

Como me chamo Antonio, evidentemente, meu santo de devoção é Santo Antonio, da mesma forma que os Joões homenageiam São João e os Pedros ficam com São Pedro.

Se não é assim, deveria ser, pelo menos no meu fraco entendimento das coisas dos santos e da devoção dos fiéis.

Mas o que importa é a festa rolar. Seja pra que santo for, ou seja para os três, o que deveria valer é a alegria da noite, normalmente fria, com a fogueira acesa e as barraquinhas em volta do terreiro.

Acontece que as festas atualmente são muito mais urbanas e pegam carona nas antigas festas nos terreiros de tijolos. Poucos participantes conhecem uma fazenda e menos ainda tiveram a oportunidade de dançar quadrilha na noite fria do interior, vendo as estelas brilharem mais fortes, encravadas no céu mais limpo.

Tanto faz. Bom, mas bom mesmo, é festa junina, não importa onde.

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