Gripe mata

Gripe. Ah! gripe, todo mundo tem! É, mas muitas vezes mata! Mais de 800 mortos em 2018 faz pensar... por que não vacinar?

Antonio

06 de agosto de 2018 | 11h59

Quem sou eu para dizer a quem quer que seja o que deve ou não deve fazer? Não me sinto capacitado a fazer isso. Cada um sabe de si e o que faz ou o que não faz.

Uma das virtudes da democracia é permitir que cada um faça o que quiser, desde que não fira a lei.

Mas não custa lembrar que gripe mata. Mata tanto que, do começo do ano até o dia 14 de julho, matou 839 pessoas em todo o Brasil, metade delas em São Paulo.

Gripe é doença que pode ficar séria. Apesar de na imensa maioria das vezes a gripe não chegar a lugar nenhum e o paciente se recuperar após alguns dias de mal-estar, a gripe pode evoluir para epidemia e matar como metralhadora disparando sobre os soldados na terra de ninguém na primeira investida da Batalha do Somme.

Para quem duvida, é voltar na história para logo depois da Primeira Guerra Mundial e ver o estrago feito pela gripe espanhola em quase todo o mundo.

Milhões de pessoas morreram sem chance concreta de cura. O Brasil não ficou de fora. Aqui, milhares de pessoas morreram, com e sem assistência, engordando as estatísticas internacionais.

As 839 mortes ao longo de 2018 representam um aumento significativo sobre os números do ano passado e mostra que um vírus mais agressivo entrou em cena.

A melhor forma de prevenção é a vacinação contra a gripe. É verdade, a vacina não abrange todo o universo dos vírus que transmitem a doença, mas as três cepas mais comuns estão cobertas, reduzindo em muito as chances da gripe evoluir de forma aguda, matando quem foi vacinado.

Se vacinar é fácil. Em 15 minutos o assunto está encerrado.