Hannah Arendt por Celso Lafer

Hannah Arendt vale a leitura e ainda mais interpretada pelo Professor Celso Lafer. Num livro escrito por um judeu sobre uma pensadora judia, publicado pela igreja católica.

Antonio

20 Agosto 2018 | 13h14

No último dia 8, aconteceu, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, o lançamento da terceira edição do livro “Hannah Arendt – Pensamento, Persuasão e Poder”, do Professor Celso Lafer.

A terceira edição é praticamente um livro novo, muito mais encorpado, com novos textos e abordagens sobre uma das mais interessantes pensadoras do século 20.

Hannah Arendt, por si só, vale a leitura. Interpretada pelo Professor Celso Lafer, fica melhor ainda.

Celso Lafer é um dos homens mais educados, refinados, inteligentes e cultos que eu tive o privilégio de conhecer.

No evento, um dia depois do seu aniversário, o que eu só soube na saída, e do nascimento de mais um neto, ele fez uma breve palestra, com jeito de bate papo, contando sua experiência com Hannah Arendt e outros grandes nomes da inteligência mundial que compõem o livro, em diferentes capítulos, sempre interagindo com a filósofa, através da experiência, inteligência e competência do autor.

A noite de autógrafos não atraiu as multidões dos shows sertanejos universitários, mas teve a presença do que há de mais respeitado na política, diplomacia, letras e direito, além dos muitos amigos do autor.

Só isto valeria a crônica, mas teve um mais sobre o qual, no final, eu fui conversar com Eduardo Jardim, que foi o mestre de cerimônias.

O livro foi escrito por um judeu, o tema é uma pensadora judia e quem editou foi a Paz e Terra, editora da Igreja Católica. O que isso significa? Muitas coisas. A primeira delas e a mais importante é que o ser humano, quando quer, interage com outros seres humanos, independentemente de credo ou cor política, na construção de um mundo melhor. Mostrou também que o Brasil continua um país privilegiado, onde isso acontece naturalmente.