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Mais ipês florescem em São Paulo

São Paulo é cinza, suja, fria, poluída... mas os ipês, com suas floradas, amenizam estas questões e nos ajudam a viver nesta cidade.

Antonio

27 de setembro de 2019 | 10h32

Falar da florada dos ipês é chover no molhado. Eles estão aí, espalhados pela cidade, não precisam de arautos, nem de trombetas.

Suas flores são suficientes para contar que eles chegaram e que estamos no auge da florada de 2019.

Os ipês rosas estão carregados, os rápidos e passageiros ipês brancos estão esplendorosamente carregados e os ipês amarelos, inclusive as árvores mais velhas, também estão florindo com vontade.

Quem ganha somos nós que vivemos em São Paulo e que nesta época do ano temos uma série de floradas consistentes, não só dos ipês, mas das azaleias e das patas de vaca, que também ocupam seus espaços, mesmo sabendo que chamam menos a atenção.

São Paulo é cinza, fria, suja, poluída. É verdade, é tudo isso e muito mais. É dura, é cruel na derrota, não perdoa os erros, mas dá sempre outra chance para quem não entrega os pontos e, depois da queda, se levanta e toca em frente.

A cidade áspera se estende pelo planalto e, junto com ela, seguem as plantas de todos os tipos, que acabam virando mata fechada nos limites onde a serra se encontra com o homem e os grandes ipês ainda são realidade.

Quem sabe quem plantou o primeiro ipê da cidade? Quem sabe qual o primeiro ipê da cidade? Com certeza não foi plantado. Estava lá e lá ficou porque o dono do pedaço tinha uma veia poética que se encantou com a beleza da árvore.

Os ipês brancos e os ipês rosas desafiam os ipês amarelos, que se enchem de empáfia e pintam o céu de ouro, relembrando o tempo em que as Bandeiras abriam os Eldorados e arrancavam os tesouros do sertão.

Os mais afoitos são os ipês brancos. Com poucos dias de florada, suas flores caem. Mas, floridos, poucas árvores concorrem com eles.

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