Mosquito também gosta de praia

Indo para a praia, você foge de muita coisa, mas não dos mosquitos!

Antonio

18 de janeiro de 2019 | 09h32

Pois é, este ano, além da música infernal que sai de centenas de caixinhas espalhadas pelas praias, cada uma tocando funk, música sertaneja e outras coisas fáceis de ouvir, numa Babel enlouquecedora, você tem um companheiro novo na sua praia de estimação.

Não, não é a turma que vem de algum lugar que você não sabe onde fica. Também não é o pessoal que vem de um lugar que você sabe onde fica.

Seu novo vizinho é pequeno, voa e até toca música. Zumbe de um lado para o outro porque também é filho de Deus e gosta de praia, quanto mais cheia melhor.

O mosquito da dengue ampliou a área de atuação, tem um rol de novos produtos e agora, além de dengue, distribui chicungunha e febre amarela.

Questão de otimização da distribuição. Num país como o Brasil, onde os custos logísticos são quase insuportáveis, distribuir novos produtos faz toda a diferença. Por isso o mosquito da dengue ganhou eficiência internacional e compete com o que tem de mais moderno em qualquer lugar do mundo.

O duro é que isso tem um custo e quem paga é você. As chances de ser contaminado são cada vez mais altas e não há nada que indique que o mosquito está sendo contido ou minimamente controlado.

Não está. Para pesadelo de Vital Brasil, o mosquito corre solto, ou melhor, voa, de pessoa para pessoa, levando com ele sua carga de doenças.

Ainda não está claro se cada mosquito pode transmitir as três epidemias ou se cada um transmite só uma doença. De qualquer forma, tem mosquito de sobra para trabalhar bem nas três frentes. Este ano a praia é deles. A você resta chorar, ouvir música ruim e adoecer.

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