Nossa história, essa desconhecida

Nossa história é linda, heroica, rica e inspiradora. Pena que seja tão pouco conhecida...

Antonio

30 de maio de 2019 | 08h54

Escrevendo uma crônica sobre o mel produzido pela mãe de uma grande amiga de minhas filhas, em Espírito Santo do Pinhal, me dei conta de como a história brasileira é completamente desconhecida.

Como chavões impostos ao longo de mais de um século foram se tornando verdade, enquanto a verdade foi jogada para baixo do tapete.

Não que a República Velha não tenha dado sua contribuição. Mas, perto do que foi feito depois de 1930, é conversa de criança.

Um dos melhores exemplos é a troca do nome das ruas do Centro Velho de São Paulo, parte rebatizada depois do 15 de novembro de 1889.

Também vale chamar a atenção para as imagens do Tiradentes, o grande herói republicano, sempre com um camisolão branco, cabelos caídos sobre os ombros e uma longa barba bem cuidada, parecendo mais Jesus Cristo do que um dentista do interior de Minas Gerais, preso pelas tropas da Coroa Portuguesa, no final do século 18.

Mas, deixando de lado as figuras e representações para entrar diretamente nos fatos, a releitura do movimento bandeirista é algo muito estranho, na medida em que o negócio dos bandeirantes era trazer índios para São Paulo. Tradição iniciada antes da fundação de São Vicente e da Vila de Piratininga, com certeza a partir da segunda década do século 16. Se os bandeirantes lucravam com os índios aprisionados, qual o sentido de matá-los?

Quem sabe o que aconteceu em São Paulo no dia em que D. Pedro I proclamou a independência? Quem já ouviu falar dos sinos tocando?

Quem sabe que D. Pedro I era um músico respeitado na Europa, que tocava vários instrumentos e falava várias línguas? Quem sabe que, graças a ele e a José Bonifácio, o Brasil não explodiu feito os territórios espanhóis? É pena que nossa história seja pouco conhecida. Ela é linda, rica e inspira.

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