O Brasil? Dane-se o Brasil!

O povo não existe apenas para pagar impostos e ser feito de bobo. Neste ano ele tem a chance de dar o troco!

Antonio

01 Fevereiro 2018 | 09h20

Tem uma entrevista do Alexandre Garcia com o General Figueiredo na qual o último presidente do período militar diz, resumidamente, que a grande diferença entre os quartéis e os políticos é que, nos quartéis, a grande preocupação é com a pátria, com o Brasil, com o futuro da população, mas que, quando entrou na política, nunca viu ninguém se interessar por alguma coisa além do próprio bolso. Que certa vez perguntou a um conhecido político: “Mas e o Brasil?” e a resposta foi: “O Brasil? Ora, presidente!”.

Este quadro só se agravou. O que era ruim ontem é péssimo hoje. E, se não ficarmos espertos, tem tudo para ficar pior amanhã.

Acabam de tungar meio bilhão de reais da saúde e da educação para engordar o fundo partidário para as próximas eleições. Quer dizer, para os políticos se darem bem com a nossa grana e dane-se o povo.

É fascinante como a entrevista do ex-presidente é atual. “O Brasil? Ora, o Brasil… danem-se o Brasil e os brasileiros”. O negócio é deputado se dar bem, senador se dar bem, governador se dar bem, prefeito se dar bem, vereador se dar bem, juiz se dar bem, nababos em geral se darem bem.

O povo? Ora, o povo existe para pagar impostos, ser enganado e feito de bobo, enquanto os sem vergonhas vivem no bem bom, bebem e comem do melhor, mas sempre com o discurso social na ponta da língua. Afinal, o negócio deles é dividir a riqueza, por isso eles ficam com a grana e o resto que se dane. Não é problema deles, a não ser para arrancar mais algum, em nome da pobreza que eles combatem aumentando a própria fortuna.

Neste ano o Brasil tem a chance de dar o troco. O problema é que não temos muitas opções e o povão não conhece o jogo porque as regras são feitas para ele continuar na miséria e sem acesso à informação. Imaginar que nossos representantes querem melhorar alguma coisa é acreditar em Papai Noel. Se melhorar um mínimo que seja, ninguém vota neles.