O MEC é o retrato do Governo

A falta de articulação e outras mazelas do atual Governo são notórias, mas nada chega perto do Ministério da Educação.

Antonio

09 de abril de 2019 | 08h58

Ninguém discute, o Governo Federal brasileiro não precisa de inimigos. É suficientemente competente para se complicar sozinho. O bate cabeças apavora. A cada cinco minutos surge algo novo e complicado no cenário.

A exceção é o Ministro da Economia, que vai fazendo mágica para tocar o barco e manter a credibilidade nacional.

Tenho que dizer que eu votei no Presidente Bolsonaro. Nunca tive grandes esperanças, mas tirar o PT fazia sentido. Só não imaginava um quadro como o atual.

A capacidade de desarticulação é tão grande que o guru, o filósofo da Virginia – de quem eu nunca ouvi falar até o Presidente tomar posse – tem uma rede na internet para atacar os aliados que ele imagina que não são tão aliados assim, incluído o próprio Presidente da República, que, teoricamente, seria o chefe.

Além dele, os filhos do Presidente deixam as comédias onde os filhos atrapalham os negócios do pai no chinelo. No Brasil, a vida é muito mais competente do que a arte.

A falta de articulação se espalha em declarações e atos inusitados, como atacar o Presidente da Câmara, que é aliado do Governo na reforma da previdência, mas nada chega perto do Ministério da Educação.

Lá já aconteceu de tudo, a começar pela nomeação de um Ministro que, se era considerado competente, a realidade se encarregou de modificar a avaliação.

Daí para frente o céu é o limite e os despautérios se sucedem numa velocidade impressionante. Em algum momento vai explodir, mas, enquanto não explode, o mundo ri das nossas mazelas. É a forma dos países ricos se esquecerem do que acontece na casa deles.