O mel de Pinhal

Pouca gente sabe da participação do Espírito Santo do Pinhal no episódio da proclamação da República. Além disto, lá também é produzido café de alta qualidade, vinho dos melhores do Brasil e agora está produzindo mel!

Antonio

23 de maio de 2019 | 07h25

Espírito Santo do Pinhal é uma cidade simpática, encravada na Serra da Mantiqueira, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Pouca gente sabe, mas foi dos poucos lugares, junto com Araraquara, que ofereceu resistência armada à Proclamação da República.

O Barão de Motta Paes, avô de meu tio-avô Carolino de Motta e Silva, não aceitou a República e armou a resistência em Pinhal. A situação só foi contornada quando recebeu uma carta de próprio punho do Imperador exilado. O pedido de D. Pedro II para que o barão acabasse a resistência evitou um banho de sangue, no qual não há nenhuma certeza de que o exército republicano seria o vencedor.

A Câmara Municipal está resgatando esta e outras histórias, num trabalho maravilhoso, mas raramente realizado pelos municípios brasileiros.

Famoso pelo café de alta qualidade, Espírito Santo do Pinhal, desde a segunda metade do século 19, se destaca entre os produtores mais renomados, tradição que segue em frente no café da Fazenda Nova Cintra, eleito no ano passado o melhor café do Estado de São Paulo.

Nos últimos anos, Pinhal vem inovando e começando novos negócios, aproveitando as encostas de seus morros e o clima privilegiado para o desenvolvimento de uma série de culturas originárias da Europa.

É assim que lá, numa fazenda de conto de fadas, o Paulo e a Ângela produzem um dos melhores vinhos do Brasil, vencedor de prêmios importantes, inclusive na França.

E tem gente produzindo azeite da melhor qualidade em várias propriedades da região. Para não falar na cachaça de alambique mais do que perfeitamente bebível.

Mas Pinhal continua inovando. Eu adoro mel e nossa amiga Ana está produzindo na fazenda de sua família um mel de enfeitiçar os anjos!

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