O ocaso do telefone fixo

Quem viveu a época em que as linhas de telefones eram um bom investimento agora vê chegar o fim dos telefones fixos.

Antonio

14 de fevereiro de 2019 | 06h56

Houve época em que ter linhas de telefone era um investimento de alta rentabilidade. Uma linha custava caro porque a espera pelas novas linhas, colocadas no mercado pelos planos de expansão, podia levar alguns anos.

Quem tinha, tinha. E fazia bom uso delas. Era comum o aluguel das linhas existentes, o que dava ao dono uma rentabilidade que poucos investimentos chegavam perto.

Aí veio a abertura do mercado. Acabou-se o monopólio estatal e, com o fim dele, o Brasil passou a ter telefones como, ou melhor, de forma parecida com os países desenvolvidos.

Lembro quando fui morar na Alemanha. A instalação do telefone era feita no máximo em 24 horas depois do pedido. E não se pagava taxas extras por isso. Fazia parte da rotina.

Imagine um brasileiro, acostumado com as longas demoras da Telesp, vendo aquilo. Era coisa de ficção científica!

Com a privatização, o problema das linhas foi rapidamente resolvido e na sequência entraram em cena os telefones celulares.

Hoje o Brasil tem mais de 200 milhões de celulares e a consequência foi o quase que fim dos orelhões, os telefones públicos antigamente espalhados pelo país em número sempre menor do que o necessário.

Hoje os orelhões são objetos desconhecidos de grande parte da população. Os celulares mataram os telefones públicos.

E agora parece que chegou a vez dos telefones fixos. Você reparou que, cada vez mais, você usa menos o telefone fixo da sua residência? Quando ele toca, invariavelmente, é propaganda, alguém querendo te vender alguma coisa ou outra amolação que você não pediu, mas que te impingem goela abaixo, invadindo sua privacidade.

No ritmo que vai, o tempo dos telefones fixos está chegando ao fim.