O queijo da Dona Aparecida

Não existe queijo ruim. Existe queijo bom e queijo melhor. Mas bom, bom mesmo é o queijo da Dona Aparecida!

Antonio

12 de julho de 2019 | 14h20

Eu não gosto de quiabo, jiló, rim e fígado. Não como nhoque porque nhoque é pesadelo e pesadelo é sonho ruim, portanto, não existe. Também não acho graça em chuchu e couve-flor.

Em compensação, viajo atrás de queijo. Não existe queijo ruim, existe queijo bom e queijo melhor. Todos os queijos, dentro de suas características, são invenções divinas, entregues aos homens num momento de raro bom humor no reino dos céus.

Meu tio Lula dizia que, se o céu existe, o néctar é chope e a ambrosia é pizza. Com todo respeito que a inteligência, a cultura e a vivência de tio Lula merecem, sou obrigado a discordar parcialmente dele.

Aceito que o néctar seja chope, como aceito que seja coca cola, guaraná, uísque, vinho tinto, cachaça ou a bebida que quiserem, afinal, matar a sede vai do gosto, competência e resistência de cada um.

Mas a ambrosia, esta, obrigatoriamente, tem que ser queijo. Todos os tipos de queijo, o que a torna altamente democrática e internacional. Afinal, eu já comi queijo brasileiro, português, francês, italiano, grego, dinamarquês, alemão, norte-americano, belga, holandês, suíço, norueguês, chinês e mais um punhado de países. Não conheço nenhum país que não faça queijo. O que é uma sorte para mim e para milhões de pessoas que concordam que o queijo é o alimento dos deuses.

Qual o melhor queijo do mundo? Depende do gosto de cada um. Tem quem vai dizer que é o camembert, outros dirão que é o brie, tem quem vote no emental, no gruyer, no queijo da serra da Estrela, num frescal, no meia- cura, no queijo da Serra da Canastra, num bom provolone, em queijo de leite de cabra, de búfala, etc.

Cada um sabe de si, mas bom, bom mesmo, é o queijo de minas feito na fazenda, que a Dona Aparecida me dá cada vez que vou a Uberaba.

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