O viaduto voltou

A recuperação do viaduto, antes do prazo inicialmente previsto, dá alguma esperança e mostra que a Prefeitura tem condições de interferir nas pontes e viadutos antes que eles caiam.

Antonio

26 de março de 2019 | 12h24

É raro, mas é sempre bom escrever elogiando a administração pública. Hoje a Crônica presta uma homenagem à Prefeitura de São Paulo. O viaduto da Marginal Pinheiros foi reaberto no fim de semana de 16 de março.

Se eu fosse megalomaníaco, diria que foi para homenagear minha irmã que nasceu no dia 16. Como sou apenas realista, vão meus parabéns para o Prefeito.

A data inicial prevista para a conclusão das obras era maio e o viaduto foi reaberto em meados de março. Isso é muito bom e serve para mostrar que, quando quer, a Prefeitura tem capacidade para reagir e entregar o que se espera dela com rapidez e qualidade.

O viaduto cedeu no final do ano passado por falta de manutenção. Dizer que aconteceu por desleixo desta administração seria extremamente injusto.

Nenhuma gestão antes da atual, pelo menos nos últimos vinte anos, fez alguma coisa pelos viadutos e pontes da cidade. Ao contrário, fecharam os olhos e tocaram em frente, avançando com projetos nem sempre inteligentes.

Quem tem dúvida, é só olhar a Ponte Bernardo Goldfarb, os túneis da Rebouças e da Cidade Jardim, algumas faixas de bicicletas e algumas faixas exclusivas para ônibus.

Não tem como não ter certeza de que foi feito para dar errado, exatamente como o Brasil, e com o mesmo índice de sucesso que vai jogando o país ribanceira abaixo.

A recuperação do viaduto da Marginal Pinheiros dá esperança para o cidadão paulistano. Se ele deu certo, é possível a Prefeitura interferir nos viadutos e nas pontes com problemas antes que caiam.

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